No passado sábado, dia 21, de manhã e de tarde,
realizaram-se encontros entre pároco, pais e catequistas
em ordem ao início de um novo ano de catequese.
Os encontros começam este fim de semana,
28 e 29 de setembro, nos respetivos horários.
Aos pais é dada a possibilidade de se inscreverem
num itinerário de iniciação cristã,
um percurso de formação básica,
que funciona nos dias de catequese dos filhos
aos sábados, às 15h00 ou 17h00.
Em pleno mês de agosto, o mês da mobilidade, das viagens e peregrinações, das férias e deslocações, iniciamos também a Semana Nacional das Migrações e dos Refugiados, tendo Abraão, nosso pai na fé, como figura histórica de referência, nesta busca errante de uma terra prometida. Ele é a imagem do crente peregrino e do crente que acolhe Deus, na pessoa do outro. Comecemos por reconhecer os nossos medos, fugas e indiferenças em relação aos últimos das nossas sociedades, a quem devíamos justamente dar o primeiro lugar.
A iniciar o mês deagosto, vêm a contragosto as advertências do sábio Coelet, do apóstolo Paulo e do único Mestre, que é Jesus Cristo. Talvez estivéssemos à espera, em tempo de férias, de uma Palavra mais suave, mais deslizante. Mas não. A Liturgia da Palavra não nos vende ilusões de verão e enche de sabedoria o nosso coração. Pela insensatez em que, tantas vezes, caímos, invoquemos a misericórdia do Senhor:
“Senhor, ensina-nos a rezar” (Lc 11,1). É a prece do discípulo, que não pode seguir Jesus, até ao fundo, se não entrar na relação profunda de Jesus com o Pai. A Oração do Pai-Nosso, que Jesus ensina, não é mais uma oração no catálogo da piedade. É uma Catequese sobre o modo de rezar dos discípulos, que hão de aprender a fazer da oração um tratado de amizade, com a confiança de filhos, que esperam o melhor do Pai.
No dia 16 de julho reuniu o plenário
do Conselho Paroquial de Pastoral.
Foi apresentada, a partir da reflexão prévia dos grupos,
uma síntese sobre os aspetos
mais positivos e negativos do ano pastoral 2018/2019.
Também Jesus, com fome e sede, peregrino, no caminho para Jerusalém, precisa do pão e da água, da sombra e da frescura, da tenda, para restaurar as forças e prosseguir o caminho para Jerusalém. Para isso, Jesus entra em casa de Marta e de Maria, como os três personagens na tenda de Abraão. É Cristo, hóspede e peregrino, que aguarda o nosso convite para entrar e ficar. A nós, como a Abraão e aos discípulos de Emaús, compete-nos estar atentos e dizer: «Não passeis adiante, sem parar... sem ficar connosco»... porque todos precisamos de«pão para restaurar as forças, antes de continuar o caminho».
Com o verão a aquecer e as férias à porta, o Evangelho faz-nos parar na beira da estrada. Não para ficarmos à sombra, mas para nos fazer estender a mão a quem mais precisa. A parábola do bom samaritano exalta a compaixão de um estrangeiro e denuncia a indiferença de dois homens, ligados ao culto do templo de Jerusalém. Na certeza de que o Senhor, o Bom Samaritano, usa de misericórdia para connosco, deixemo-nos misericordiar por Ele, para nos tornarmos misericordiosos como o Pai.
Peregrinos da Cidade Santa, exultamos de alegria ao entrar na Casa do Senhor. Aqui experimentamos a ternura de Deus, no coração da Igreja, nossa mãe. A Igreja, a nova Jerusalém, é verdadeiramente a «mãe» que nos acolhe, gera e dá à luz através do Batismo, que nos perfuma e embeleza com a unção do Espírito e nos alimenta e faz crescer com o Pão da Eucaristia. Esta Igreja é a mãe que nos conforta, consola e acompanha, com paciência e misericórdia, através da Palavra e dos sacramentos. E, como mãe, faz-nos sair de casa, em missão, pelo mundo. Deixemo-nos, pois, alcançar pela misericórdia do Senhor, que é fonte de paz.