A poucos dias do início da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que se realiza de 22 a 27 de janeiro, no Panamá, o Papa pede que se reze pelos jovens, sobretudo os da América Latina, para que sigam o exemplo de Maria e sejam fiéis ao chamamento de Jesus para difundir com alegria o Evangelho.

Francisco, através da edição deste mês, de O Vídeo do Papa, dirige-se também aos jovens de todo o mundo que, por esta altura, se preparam para viajar para o Panamá, pedindo-lhes que aproveitem a JMJ “para contemplar Cristo com Maria” e ver “em Maria um motivo de alegria e uma fonte de inspiração”.

O Santo Padre pede ainda aos jovens que, cada um no seu idioma, rezem o Terço e peçam forças para sonhar e trabalhar pela paz.

Dando seguimento aos pedidos do Santo Padre, a Rede Mundial de Oração disponibiliza uma reflexão e oração pelos jovens; uma proposta de Oração do Terço,  para ser escutada através do Passo-a-Rezar; e, brevemente, o Terço pela Paz, na app e site do Click To Pray. O sucesso destas iniciativas junto dos jovens depende, em grande parte, da divulgação que V/ Reverência possa fazer no âmbito da sua atividade pastoral.

Mensagem de Natal 2018

Presépio, lugar de encontro para todos!

 

Olá. Antes de mais, votos de um Santo Natal para ti e para todos os teus. Peço-te que me dês licença para entrar, de mansinho, na tua casa e podermos falar, olhos nos olhos, coração a coração, sobre este Natal do Senhor, que juntos celebramos.

 

1.Propusemo-nos viver o Natal, segundo este lema inspirador: Presépio, lugar de encontro para todos. Todos são convocados a ir até ao Presépio. Não se paga entrada para lá entrar! Ninguém é marginalizado no Presépio, nem sequer os pobres animais. Vê tu, que foram os pastores, os marginalizados da época, os sem-abrigo, que viviam nas periferias dos campos,os primeiros convidados a ir ao Presépio. Não há motivo, por isso, para te sentires excluído da alegria do Natal. Fica aqui o convite a ires até ao Presépio, lá em casa, na rua ou na tua Igreja. Faz dele o teu ponto de encontro contigo mesmo, com Deus e com os outros.

 

2. Todavia, o Natal, festa familiar do encontro de Deus connosco e no meio de nós, traz já consigo um sabor de tristeza, uma vez que o amor não é acolhido, a vida é descartada. Assim aconteceu a José e a Maria, que encontraram as portas fechadas e puseram Jesus numa manjedoura, «por não haver lugar para eles na hospedaria» (Lc 2,7). E a mesma indiferença pode reinar também hoje, se permanecermos insensíveis aos três tristes tês… dos sem-terra, sem trabalho e sem teto.

 

3. Por isso, a celebração do Natal comporta o desafio de tornar o nosso coração, a nossa família, a nossa terra, e assim, o nosso mundo, um lugar para todos.  Permite-me recordar aqueles que hoje correm o risco de não encontrar no Presépio o seu justo lugar.

Pensemos nos imigrantes e refugiados rejeitados. Neles revemos o doloroso caminho do exílio, de José, Maria e Jesus, em busca de refúgio no Egito (cf. Mt 2,13-15.19-23). Será a Terra, verdadeira Casa Comum, ou apenas um teatro de guerra, se não os acolhermos, protegermos, promovermos e integrarmos?

 

Pensemos nas crianças rejeitadas antes de ver a luz ou desalojadas devido às guerras e perseguições.Mas pensemos mais proximamente nas crianças das nossas famílias. Sabemos ouvi-las, defendê-las, rezar por elas e com elas? Temos tempo para brincar com os filhos, ou estamos sempre ocupados? Brincar com os filhos é semear o futuro. Dar-lhes lugar é dar-lhes tempo, atenção e coração! Há lugar para as crianças no Presépio ou o espaço está ocupado pelas prendas?

 

Pensemos nos jovens,para quem há oferta a mais no mercado do consumo e lugar a menos no mercado de trabalho. Dar-lhes lugar no Presépio é dar-lhes voz e ouvidos, formá-los, empregá-los, caminhar com eles na busca da felicidade e do sentido da vida! Têm os jovens lugar no nosso mundo, ou são apenas uma bandeira dos nossos discursos?

 

E pensemos, por fim, nos idosos, tantas vezes «exilados escondidos» dentro das famílias, tratados como presenças incómodas, e quantas vezes, desprezados, abandonados ou fechados em reservas isoladas. É preciso superar a recíproca estranheza entre os mais velhos e os mais novos, para dar lugar a uma “aliança de gerações”, na certeza de que, com os jovens andamos mais depressa, mas com os idosos iremos mais longe.

 

A este respeito não podemos deixar de agradecer e engrandecer o testemunho de tantas pessoas que cuidam abnegadamente, que acompanham com tal desvelo os seus idosos, em suas casas. Em nome de todos eles, não podemos aceitar um Estado que despreze a riqueza social destes cuidadores informais. Lutemos para que seja reconhecido o seu estatuto e os idosos encontrem cada vez mais na família o seu verdadeiro lar e lugar.

 

4.Neste Natal, cuidemos mais da nossa família. Deixemos que o Natal se sinta em casa. Porque a família é a primeira escola de vida e de fé das crianças; é o grupo de referência moral essencial para os jovens; é o hospital mais próximo para os doentes e é o melhor lar para os idosos. Num mundo tão competitivo, onde cada um pensa que tem de conquistar o seu lugar à custa do outro, o Natal vem ensinar-nos que, em família, ninguém é a mais nem de mais; pelo contrário, há sempre lugar para mais um, na nossa casa e à nossa mesa. É preciso, por isso, aprender do Presépio a dar lugar ao outro; a tornar-se um lugar do cuidado dos mais frágeis e do encontro para os outros.

 

5. Escreveu o poeta Daniel Faria: “Não acredito que cada um tenha o seu lugar. Acredito que cada um é um lugar para os outros”.

 

Este é realmente o verdadeiro espírito do Natal, que torna possível fazer do “Presépio, do nosso coração, da nossa família, da nossa comunidade, da nossa terra, do nosso mundo, um lugar para todos”! Assim seja, para que hoje aconteça Natal. Este ano o nosso ponto de encontro é o Presépio. Um Santo Natal, para ti e para todos.

 

Padre Amaro Gonçalo

Senhora da Hora – Natal 2018

 

Caminhada do Advento ao Batismo do Senhor explicada pelo pároco

no Programa Ecclesia - RTP2 - 28 de novembro, 15h00

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