Celebramos hoje, de modo festivo, o Domingo da Palavra. No passado dia 30 de setembro de 2019, o Papa Francisco fixou esta data para o Domingo da Palavra: o dia em que a Igreja celebra o III Domingo Comum (Motu proprio Aperuit illis, n.º 3). O Papa já tinha esclarecido o objetivo, no encerramento do Ano da Misericórdia, quando nos propôs esta iniciativa pastoral: “Seria conveniente que cada comunidade pudesse, num domingo do Ano Litúrgico, renovar o compromisso em prol da difusão, conhecimento e aprofundamento da Sagrada Escritura: um domingo dedicado inteiramente à Palavra de Deus, para compreender a riqueza inesgotável que provém daquele diálogo constante de Deus com o seu povo” (Papa Francisco, Bula Misericordia et Misera, n.º 7).

Continuamos a contemplar o Batismo de Jesus, com os olhos de João, que nos oferece duas imagens da não violência e da paz: um Cordeiro e uma pomba! Belas imagens, que nos desarmam da violência, a começar pela que se esconde dentro de nossa casa, e que nos preparam para construir a unidade e a paz, nas nossas famílias e entre os cristãos. Neste 1.º / 2.º dia de Oração pela Unidade dos Cristãos, coloquemos, diante do Senhor, o nosso duplo propósito: acolher e receber com excecional humanidade quem vem de longe e procura em nós e entre nós um abrigo. Fazer das nossas famílias oásis de paz.

Celebramos hoje a Festa do Batismo do Senhor. Há, na verdade, uma estreita relação entre o Batismo de Cristo e o nosso Batismo, cuja graça queremos sempre avivar dentro de nós. No Jordão, os céus abriram-se, para indicar que o Salvador nos abriu o caminho da salvação e que nós podemos percorrê-lo precisamente graças ao novo nascimento "da água e do Espírito" (Jo 3,5), que se realiza no Batismo. Nele nós somos inseridos no Corpo místico de Cristo, que é a Igreja, morremos e ressuscitamos com Ele e revestimo-nos d’Ele.

Uma longa procissão de peregrinos vem de longe, rumo à cidade santa de Jerusalém. E dir-se-á de Sião: “Todos ali nasceram” (cf.Sl 86/87,5). É o que diz o salmista, olhando para a colina de Sião, na cidade santa de Jerusalém. E nós, se descermos ali perto, até essa pequena cidade periférica chamada Belém, encontrar-nos-emos com o Presépio e aí poderemos contemplar o mistério de um Deus feito Homem. E também ali poderemos exclamar, cheios de espanto e gratidão, perante a vastidão do mistério do Natal: “Todos aqui nascemos”. Este movimento dos Magos, em direção ao presépio, recorda-nos a procissão para o batistério, em que os filhos e as filhas são levados nos braços. Ali todos nascemos. Ali todos recebemos a dignidade real de filhos de Deus.

Ano novo, vida nova! Confiamos o 1.º dia do ano civil e o ano novo de 2020 à proteção da Virgem Maria, que aclamamos hoje como Mãe de Deus. Este é também o (quinquagésimo terceiro) Dia Mundial da Paz. Nesta Oitava do Natal, o Evangelho recorda-nos a circuncisão e a imposição do nome: “Deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo antes de ter sido concebido no seio materno” (Lc 2,21). O nome exprime a singularidade de cada um, o caráter original e irrepetível da cada pessoa. Todos somos filhos de Deus. Todos somos fruto do pensamento amoroso de Deus. Deus conhece, ama e chama a todos e a cada um pelo próprio nome. Vamos acender estas velas, recordando que no coração de Deus estão inscritos os nossos nomes.

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