Iniciamos o nosso caminho de preparação para o Natal, a festa do nascimento do nosso Salvador. Fazemo-lo, cada ano, não apenas para fazermemória viva daSua primeira vinda, mas porque caminhamos na expectativa da última vinda do Senhor. E hoje e sempre esperamos a Sua vinda ao nosso coração, à nossa vida, à nossa comunidade, ao nosso mundo. O ambiente que se respira lá fora anuncia e até antecipa os sinais festivos do Natal, que está à porta. Os nossos olhos fixam-se, cada vez mais, no Presépio de Belém, do qual podemos dizer: “Todos aqui nascemos” como filhos de Deus! O Natal é a festa em que realmente somos desafiados a nascer de novo, deixando que Ele nasça em nós e nos faça renascer. Assim, entre o Natal de Jesus e o Batismo cristão há realmente uma afinidade de raiz: ambos celebram o nascimento pelo qual todos somos dados à luz como filhos de Deus.

Este é o dia do Senhor e o senhor dos dias! Neste domingo, mais uma vez, proclamamos, na Palavra e na Fração do Pão, que Cristo é o Senhor da nossa vida. “Dêmos graças a Deus Pai, que nos fez dignos de tomar parte na herança dos santos, na luz divina. Ele nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino do seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, o perdão dos pecados”.

Celebramos hoje o 3.º Dia Mundial dos Pobres. São de esperança e confiança as palavras do Profeta Malaquias, que denuncia os soberbos e malfeitores e anuncia o raiar do sol de justiça e da salvação, para quantos honram o seu nome de filhos de Deus. Na sua mensagem para este dia o Papa lembra-nos que “a esperança dos pobres jamais se frustrará” (Sl 9,19). Deus não dorme e os pobres são os seus eleitos.Mas (hoje) estamos também a concluir a Semana dos Seminários. E o Evangelho não nos engana, com promessas de mundos e fundos; antes nos recorda que, em todo o tempo e a contratempo, devemos manter a confiança e a perseverança, dando testemunho corajoso da nossa fé.Em todo o caso, queridos irmãos e irmãs, este não é o tempo de cruzar os braços. Há que trabalhar por garantir o pão de cada dia, melhorar o mundo e assim apressarmos a vinda do Reino

Novembro traz consigo o problema da morte e, com ela, as grandes questões da vida. E a Liturgia da Palavra projeta hoje sobre nós a luz e a esperança da ressurreição, que celebramos em cada domingo, em cada Eucaristia! Iniciamos também (hoje) a Semana de Oração pelos Seminários, pedindo ao Senhor que não falte, à Igreja e ao mundo, o testemunho de vida dos padres, cuja escolha com sabor da eternida de é já um sinal da vida nova da Ressurreição.

Podia ser uma videira, mas era um sicómoro. Zaqueu subiu àquela árvore e tornou-se o fruto novo do olhar de Jesus. «Hoje entrou a salvação nesta casa» (Lc 19,9). Por isso, renovo hoje o apelo do Dia de Todos os Santos: “Deixa que a graça do teu Batismo frutifique num caminho de santidade. Deixa que tudo esteja aberto a Deus e, para isso, opta por Ele, escolhe Deus sem cessar. Não desanimes, porque tens a força do Espírito Santo para tornar possível a santidade e, no fundo, esta é o fruto do Espírito Santo na tua vida. Quando sentires a tentação de te enredares na tua fragilidade, levanta os olhos para o Crucificado e diz-Lhe: «Senhor, sou um miserável! Mas Vós podeis realizar o milagre de me tornar um pouco melhor»” (GE 15)! Corramos para Jesus e acorramos à Sua misericórdia!

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