O caminho do discípulo chega à Cruz, onde Cristo reina, testemunhando a verdade sem a força da lei ou o poder das armas, mas com a sabedoria e a soberania do amor. Nesta solenidade de Cristo, Rei e Senhor do Universo, o discípulo de Jesus é chamado a olhar para Aquele que nos ama, para Aquele que trespassaram. E, diante d’Ele, há de converter-se ao Seu Amor. É este o Seu modo de reinar: Ele não reina dominando-nos, mas atraindo-nos no Seu amor.

A nossa celebração dominical tem hoje duas marcas especiais: o último dia da Semana dos Seminários e o 2.º Dia Mundial dos Pobres. O Papa Francisco, na Mensagem para este 2.º Dia Mundial dos Pobres, lembra-nos três verbos importantes: clamar, responder elibertar. Podemos dizê-lo deste modo: o pobre clama, Deus ouve e a libertação acontece. Mas também se pode dizer: O Senhor chama e nós abrimos a porta, para Ele entrar e ficar, sair e nos fazer sair com Ele.

Neste início da Semana dos Seminários, tenhamos presentes os seminaristas e seus formadores. Ofereçamos ao Senhor a alegria das crianças, a ousadia dos adolescentes e o entusiasmo dos jovens, para que o Senhor, ao ver a riqueza do seu coração pobre, encontre neles a liberdade e a coragem de dar tudo por amor a Deus e aos irmãos.

Todos discípulos missionários! Todos! E com tudo: “com todo o coração, com toda a alma, com todo o entendimento e com todas as forças” (Mc 12,30; Dt 6,4-5). São quatro dimensões, para vivermos um amor inteiro, um amor em todas as direções; um amor sem medida, que atravessa o corpo e a alma, que vai da cabeça aos pés e dos pés às mãos, até sair de si e encontrar a outra face de Deus no rosto do irmão. 

E continuamos, pelo segundo dia, a professar, a celebrar e a testemunhar a nossa esperança na Ressurreição. E fazemo-lo nesta comemoração de Fiéis Defuntos, em plena Eucaristia, sacramento da nossa comunhão. Aqui, Deus une o Céu e a Terra, os vivos e os que partiram antes de nós, os Santos que estão na glória de Deus e os que ainda não foram plenamente purificados pelo seu amor. Aqui rezamos uns pelos outros e uns com os outros, para estarmos juntos com o Senhor e nos consolarmos uns aos outros, na esperança da ressurreição do Senhor. Com efeito, “os nossos entes queridos não desapareceram nas trevas do nada: a esperança assegura-nos que eles estão nas mãos bondosas e vigorosas de Deus” (AL 256).

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