Este é um domingo para sonhar e invocar a sabedoria, para pedir a Deus um coração inteligente, capaz de escutar, discernir e decidir com justiça. A sabedoria é a arte de se orientar bem na vida, a arte de quem governa a própria vida segundo o desígnio de Deus. Esta Sabedoria encarnou em Jesus Cristo e revela-Se nas suas parábolas. Elas desafiam-nos à sabedoria de deixar tudo com alegria, por aquilo que valha mesmo a pena: o tesouro escondido e a pérola preciosa do reino dos Céus. E, neste dia 26 de julho, como não recordar os nossos avós, verdadeira reserva de sabedoria? Eles são as nossas raízes, a nossa memória, o nosso tesouro e o nosso futuro. Dêmos graças a Deus pelos nossos avós e rezemos por eles.   

O tempo do verão e das férias permite-nos saborear a beleza e a riqueza da Criação. À beira-mar ou no alto da montanha, à sombra de uma árvore ou de sol a sol por entre as searas, os céus e a Terra proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos. Somos desafiados a abrir o livro da Natureza, com as mãos de um jardineiro e o coração de um poeta. A Natureza está cheia de palavras de amor, mas a pressa e o ruído, as ocupações e preocupações impedem-nos muitas vezes de as ouvir e compreender. Procuremos, desde já, desimpedir do terreno do nosso coração tudo o que impeça de deixar frutificar a boa semente da Palavra de Deus.

Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei”! Viemos até Ele, em resposta ao Seu convite! Sob o peso da nossa fragilidade, mas também na leveza da graça, que nos salva. Na alegria deste encontro com o Senhor, à volta da Sua mesa, confiemo-nos, desde já, à Sua misericórdia, para encontrarmos n’Ele a mansidão do coração, o refúgio sereno e a paz verdadeira.

Com o verão em força, apetece-nos ainda mais sair de casa, beber um copo de água fresca, mergulhar nos rios ou nas ondas do mar. Mas Jesus continua a bater à porta da nossa Casa e quer entrar aí, para que O recebamos como Hóspede divino. Ele quer-nos escutar. Ele quer-nos falar. Ele quer partilhar a nossa mesa. Ele quer oferecer-Se como alimento que sacia. Na Eucaristia, recebemos a Cristo e Ele recebe-nos a nós. E quando Jesus entra e toma parte da nossa vida, cresce também a alegria do amor em família. Neste domingo, muitos de nós saímos de casa, com alegria, para entrar na Casa comum, que é a Igreja, a fim de celebrarmos juntos a Eucaristia. Outros, porém, têm de continuar em sua casa, fazendo dela lugar de oração, de celebração, de partilha da vida. Unamo-nos uns aos outros, no amor de Cristo. Comecemos por arrumar a nossa casa, limpar o nosso interior, para dispor o nosso coração a acolher a presença do Senhor. Invoquemos a Sua misericórdia.

Tende temor, mas não tenhais medo! Esta Palavra vem despertar a nossa confiança no amor e no temor do santo nome de Deus, nestes tempos difíceis de pandemia. “Não tenhais medo” é um refrão que se repete hoje, por três vezes, no Evangelho, mas que a Bíblia declina como um refrão, por 365 vezes, para que o medo não nos domine, não nos paralise e não nos contagie. Para vencer o medo, ponhamos, desde já, a nossa confiança no Senhor, que é Pai de todos e cuida de cada um de nós, com desvelo total e amor infinito. Confiemos-Lhe todas as nossas preocupações, porque Ele tem cuidado de nós. Aproximemo-nos d’Ele, com toda a confiança do coração.

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