Concluído o tempo pascal, retomamos agora o tempo comum, com a celebração da Solenidade da Santíssima Trindade. Em pleno Ano Missionário, proclamar e celebrar este mistério central da nossa fé no amor de Deus é também redescobrir o rosto missionário do nosso Deus, que é um Deus que sai de Si, que Se comunica, para nos alcançar a todos nós. O Pai envia o Filho e é, por isso, a fonte da missão. O Filho envia o Espírito Santo e é o grande missionário do Pai. O Espírito Santo é o protagonista da missão. Ele unge-nos para nos enviar ao mundo como discípulos missionários. Existe a missão, simplesmente porque Deus ama as pessoas e quer fazê-las participar da sua própria vida divina.

Do Domingo de Páscoa ao Domingo de Pentecostes, encontramo-nos, sempre, no mesmo lugar: o da Última Ceia. No primeiro dia, estavam fechadas as portas com medo dos judeus, mas veio Jesus e, com o sopro do Espírito Santo, deu nova vida aos Apóstolos e enviou-os em missão de paz. No último dia, o mais solene da festa, uma rajada de vento encheu toda a casa e lançou a Igreja «em saída», em missão, no anúncio do Evangelho a todos os povos da Terra e em todas as línguas.

Esta presença nova de Jesus coloca-nos o desafio de promover uma rede de relações de proximidade com todos aqueles que, por causa da distância física, “se escondem a nossos olhos”. Neste Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa desafia-nos a fazer das redes sociais, não uma teia de aranha, que nos pode capturar, mas uma rede de ligação, de pertença, de partilha, de comunhão, que alargue, intensifique e multiplique as relações pessoais.

Este é o VI Domingo da Páscoa. À medida que a Páscoa se prolonga e intensifica, o Espírito Santo une-Se à Igreja, para lhe ensinar todas as coisas e recordar tudo quanto Jesus nos disse. Ensinar e recordar é isto que o Espírito Santo faz nos nossos corações. Por isso, hoje e sempre o Espírito e a Esposa (a Igreja), numa só voz, dizem ao Senhor: “«Vem!».

A porta da fé está sempre aberta para nós! A Igreja, à imagem de Maria, deve tornar-se “a morada de Deus com os homens”, uma Igreja de portas abertas, uma casa paterna onde há lugar para todos com a sua vida fatigante (cf. EG 47-48). Irmãos e irmãs: desde o Batismo que se abriu para nós esta porta da fé e esta vida nova da Páscoa se inaugurou.

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