Neste dia da Festa da Sagrada Família, o apóstolo Paulo recorda-nos a nossa vocação universal à santidade e algumas características da santidade no contexto da vida familiar. Este ano, gostaria de focar especialmente a nossa atenção sobre o matrimónio cristão, como caminho de santidade. E deixo, para os 12 meses do ano, 12 caminhos para a vocação à santidade, específica dos esposos.

Todos aqui nascemos”. “A festa de hoje renova para nós o sagrado início da vida de Jesus, nascido da Virgem Maria. E, enquanto adoramos o Nascimento do nosso Salvador, celebramos realmente também o nosso nascimento. Efetivamente, a geração de Cristo é a origem do povo cristão: o Natal da Cabeça (que é Cristo)é também o Natal do Seu Corpo (que somos nós, a sua Igreja)” (cf. São Leão Magno, Sermão 6 do Natal do Senhor). Podíamos dizê-lo de outro modo: ao plantar-se neste mundo a videira verdadeira, que é Cristo, nascem e renascem com Ele, como os ramos, os filhos e filhas da humanidade inteira.

O Natal que se aproxima está também ele já marcado com o sinal da cruz, com a dor, o sofrimento, a rejeição. Este sinal marca a vida de Jesus desde o berço à Sua entrega na Cruz. Este é distintivo da nossa vida cristã. Este é o sinal. Diante dos outros batizados, este sinal é o atestado comum da minha inserção no mesmo Corpo, em virtude do Batismo comum.

Depois da figura feminina e acolhedora de Maria, a Imaculada, sinal da preparação radical, o Advento coloca-nos diante da figura masculina e austera de João, o Batista. O sobrenome dado a João tem uma clara razão de ser: foi ele que batizou Jesus, no Jordão. Como mensageiro que vai à frente, hoje pode iluminar o compromisso dos pais e dos padrinhos, como guias, testemunhas e companheiros, no caminho iniciado no Batismo. No dia do Batismo, foi-lhes dito: “A vós pais e padrinhos se confia o encargo de velar por esta luz, para que os vossos pequeninos, iluminados por Cristo, vivam sempre como filhos da luz, perseverem na fé e, quando o Senhor vier, possam ir ao seu encontro com todos os Santos, no reino dos céus” (Ritual do Batismo, n.º 64).

Nesta Solenidade da Imaculada Conceição podemos contemplar como Deus prepara e encontra em Maria uma digna morada para o Seu Filho. Como Maria, somos chamados a abrir a nossa casa, o nosso coração, para que Deus nos venha habitar. Porque somos humanos e nascemos pecadores, no dia do nosso Batismo foi feita uma oração, pedindo ao Senhor que, pela Sua graça, o mal não tivesse em nós a última palavra. Fomos ungidos com o óleo da fortaleza, para sairmos vitoriosos desta nossa luta quotidiana contra o mal. Pelo Batismo tornamo-nos templos do Espírito Santo, somos habitados por Deus.

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