Todos esperam por Ti. Abre-nos caminhos de esperança”. Com este lema, continuamos a percorrer o caminho, que nos conduzirá à celebração do Natal e à conclusão do Grande Jubileu. E nesta Solenidade da Imaculada Conceição, este grito “Todos esperam, por Ti, Senhor” também se volta para Maria: “Todos esperam por ti, ó Maria. Maria, todos esperam pelo teu «sim»”. O mundo inteiro esperava pela Sua resposta, que Maria, a cheia de graça, deu de modo inteiramente livre. Por isso, a grande e ditosa esperança tem um exemplo perfeito, uma testemunha singular: Maria Imaculada. Ela esperou com inefável amor a vinda do Salvador. E nós esperamos por dela que, pelo seu sim, o próprio Cristo, Esperança da nossa esperança.

Todos esperam por ti. Abre-nos caminhos de esperança.E a Palavra de Deus – que foi escrita para que tenhamos esperança (cf. 2.ª leitura) – mostra-nos como Deus nos abre caminhos de esperança, precisamente onde menos esperávamos ver brotar os sinais da mudança: no toco de uma árvore que faz rebentar de novo, no sonho de uma paz que parecia impossível, no deserto do pecado e da conversão, em que Deus abre uma estrada com saída para o futuro!

«Todos esperam por Ti! Abre-nos caminhos de esperança». Inspirados por este lema, vamos percorrer juntos a última etapa do Jubileu, esta caminhada diocesana do Advento de 2025 à Festa do Batismo do Senhor 2026. Nos caminhos e nas ruas, das nossas aldeias, vilas e cidades, há múltiplos sinais de um certo Natal demasiado habitual: luzes cintilantes, presépios decorativos, iniciativas de bem-fazer e, sobretudo, o comércio que procura embrulhar o Natal. Mas nós não nos podemos distrair, embalar, adormecer, aborrecer. Queremos fazer outro caminho. Um caminho de espera, de desejo, de atenção redobrada ao Senhor que vem até nós. Queremos deixá-l’O vir e abrir, desde já, nos nossos corações e nas nossas vidas, novos caminhos de esperança.

Peregrinos de esperança, eis-nos já no último domingo do Ano Litúrgico. Nesta Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, Jesus coloca ao nosso alcance a meta da nossa peregrinação na terra: «Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso». São Lucas apresenta-nos Cristo na Cruz, a quem um dos malfeitores reconhece como Rei. Mas junto à Cruz de Jesus, está o discípulo amado, o mais novo, em quem podemos ver a imagem de cada jovem, dos jovens do mundo inteiro, a quem o papa Leão XIV desafia, com as palavras de Jesus aos seus discípulos: “Vós também haveis de dar testemunho, porque estais comigo» (Jo 15, 27).  Estar para sempre com o Senhor é o nosso Paraíso. E nesta Eucaristia temos a graça de estar com Ele. 

Celebramos hoje o 9.º Dia Mundial dos Pobres. São de esperança e confiança as palavras do Profeta Malaquias, que denuncia os soberbos e malfeitores e anuncia o raiar do sol de justiça e da salvação, para quantos honram o seu nome de filhos de Deus. Deus não dorme e os pobres são os seus eleitos! Na sua Mensagem para este Dia, o Papa Leão XIV lembra-nos que “a esperança transforma o coração humano em terra fértil, onde pode germinar a caridade para a vida do mundo”. E na Sua primeira Exortação Apostólica recorda-nos como, desde o princípio, a fé cristã, a celebração da Eucaristia e o compromisso com os mais pobres caminham de mãos dadas! 

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