Com este domingo entramos, por assim dizer, no pórtico da Paixão, da Morte e da Ressurreição do Senhor. A «Hora» de Jesus aproxima-se. Ouvi-l’O-emos, em oração, na sua agonia, rezar com clamores e lágrimas, suplicando ao Pai «salva-me desta hora». E vê-l’O-emos, na Hora da sua glorificação, ser lançado à terra, como o grão de trigo, que morre, para dar muito fruto! Elevado na Cruz, Jesus atrairá todos a Si. Percorremos, ao longo desta Quaresma, as grandes etapas da história do Povo de Deus e das sucessivas alianças. E, neste domingo, escutaremos a promessa de uma “nova aliança”. Assim, a relação entre Deus e o seu povo não se reduzirá mais a um contrato escrito nas tábuas da lei, mas será uma aliança inscrita no coração novo! E o coração novo é um coração purificado, recriado, renovado e transformado pelo amor de Deus!

«Com coração de pai» (Patris Corde = PC) são as primeiras palavras da Carta Apostólica que o Papa Francisco nos ofereceu, no passado dia 8 de dezembro, para nos propor, desde então, um Ano inteiro dedicado a São José.  É um modo de assinalar os 150 anos da Declaração de São José, como padroeiro universal da Igreja Católica, feita pelo Papa de então, o Beato Pio IX, em 8 de dezembro de 1870. Faz hoje precisamente 5 anos que o Papa assinou a Exortação Apostólica sobre “A alegria do amor em família” (dita em latim, «Amoris laetitia»). Para valorizar as perspetivas pastorais deste documento, inaugura-se hoje o “Ano Famílias «amoris laetitia»”, que só terminará a 26 de julho do próximo ano. São José, pai na sombra, inspira também este Dia do Pai. É ocasião para celebrarmos toda a paternidade humana, na qual se esconde e se revela a paternidade divina. Dêmos, pois, graças a Deus, pelo pai de cada um de nós, esteja ele entre nós ou vivo no céu. Invoquemos a misericórdia do Pai que está nos Céus.

Todos juntos na Arca da Aliança. Estamos a celebrar o 4.º domingo da Quaresma, o domingo «laetare», o domingo que traz o convite à alegria, porque o exílio e o confinamento não duram sempre; alegria porque a misericórdia de Deus é sempre maior que o nosso pecado; alegria porque o perdão é um dom capaz de fazer uma nova criação; alegria porque as trevas da noite dão lugar à luz mais clara que o dia. Alegria porque, nesta subida a Jerusalém, cheira já a Páscoa. Por esta alegria, a Liturgia da Igreja alivia do roxo para se vestir hoje de cor-de-rosa.

Todos juntos na Arca da Aliança. É a partir da Aliança entre Deus e o Seu Povo, que se compreende o Decálogo. É a partir desta Aliança, que se entendem as «Dez Palavras», que nos habituámos a designar por 10 Mandamentos. O Decálogo é o Documento da Aliança, o compromisso fundamental entre Deus e o Seu Povo. Precisamente, na Arca estavam guardadas as duas tábuas de pedra, as Tábuas da Aliança ou Tábuas do Testemunho.

Todos juntos na Arca da Aliança. No primeiro domingo da Quaresma, fomos conduzidos aos primórdios da Criação e entrámos com Noé na arca, confinados numa quarentena, para cuidar da vida e regenerar a humanidade. Com Noé descobrirmos o tesouro da nossa Casa Comum. Neste segundo domingo da Quaresma, vamos até às raízes mais antigas da nossa fé, até às origens do Povo de Deus. E aí encontramos a figura patriarcal de Abraão. Ele tornou-se «nosso pai na fé» e nós fazemos parte da sua descendência incontável. Por isso, nesta Eucaristia, queremos evocar e agradecer os que nos precederam na fé (Abraão, Moisés e Elias) e nos guiaram até Jesus, que é a Palavra definitiva do Pai na nossa história Queremos evocar e agradecer aqueles que estão nas raízes da nossa vida e nos transmitiram a fé, para estabelecermos com eles uma verdadeira aliança de gerações.

Pág. 10 de 76
Top

A Paróquia Senhora da Hora utiliza cookies para lhe garantir a melhor experiência enquanto utilizador. Ao continuar a navegar no site, concorda com a utilização destes cookies. Para saber mais sobre os cookies que usamos e como apagá-los, veja a nossa Política de Privacidade Política de Cookies.

  Eu aceito o uso de cookies deste website.
EU Cookie Directive plugin by www.channeldigital.co.uk