No 40.º dia da Páscoa, quinta-feira da Ascensão, celebramos a Festa em honra de Nossa Senhora da Hora, padroeira desta comunidade. Sejam todos muito bem-vindos. Celebramos hoje a Festa, no contexto do Ano Jubilar de 2025, sob o lema «Peregrinos de esperança». Em todas as festas, orações e celebrações marianas, ao longo deste ano, temos vindo a aprender de Maria esta virtude teologal da esperança, daquela esperança que não engana, da esperança que brota da confiança da fé, na fidelidade do amor de Deus às suas Promessas. Hoje, gostaria de celebrar convosco a nossa Padroeira, Nossa Senhora da Hora, olhando para a Virgem Maria, como Mãe da santa esperança (cf. Sir 24,18). Assim a invocamos tantas vezes, na oração da Salve-rainha: «Esperança nossa, salve»! Como escreveu o saudoso Papa Francisco, “a esperança encontra, na Mãe de Deus, a sua testemunha mais elevada. N’Ela vemos como a esperança não seja um efémero otimismo, mas dom de graça no realismo da vida” (SNC 24).

Estamos ainda a celebrar a Páscoa do Senhor, neste Jubileu da Esperança. Estamos a caminho do Pentecostes, na companhia de Maria, preparando-nos para receber o Espírito Santo, que nos ensinará todas as coisas e que nos faz transbordar de esperança. E, nesta esperança, que tem o céu por meta, caminhamos todos nós, desejando ardentemente que o Senhor venha e complete a nossa alegria e nos dê a Sua Paz.

Peregrinos de esperança, nós caminhamos juntos, construindo, no seio da história deste mundo, o Reino dos Céus, no meio de muitas lutas, dores e tribulações. A meta da nossa peregrinação, desde a Criação à última vinda do Senhor, é alcançar os novos céus e a nova terra, uma vida nova, um mundo novo. Esta é a visão de esperança, que nos apresenta o livro do Apocalipse.  Esta é a meta prometida por Cristo Ressuscitado, que, nos diz: “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5). Em pleno Ano Jubilar da Esperança, esta celebração avive em nós esta esperança, de que somos sinais, semeadores e construtores.

Habemus Papam, Leão XIV. Foi o anúncio jubiloso que escutámos na tarde da passada quinta-feira, dia 8 de maio. Temos Papa. Temos Pastor. Neste Domingo do Bom Pastor agradecemos ao Senhor o dom de um Pastor Universal. No Evangelho de hoje, o Bom Pastor deixa esta promessa de esperança: “ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai”. E disse-nos o Papa Leão XIV, na sua primeira saudação: “Estamos todos nas mãos de Deus. Portanto, sem medo, unidos de mãos dadas com Deus e entre nós, vamos em frente”. Somos todos chamados a escutar a voz e a seguir os passos de Cristo, o Bom Pastor, que deu a Vida por nós. Este é, por isso, o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Curiosamente, em Portugal, iniciamos também, neste Domingo, a Semana de Oração pela Vida! Enquanto há vida, há esperança. Enquanto há esperança há vida: vida acolhida e vida oferecida. Cada vocação é testemunha da esperança que pomos no Senhor e da esperança que o Senhor põe em nós.

A nossa Páscoa continua. Neste terceiro domingo, Jesus Ressuscitado manifesta-se, pela terceira vez, ao romper da manhã, tal como o fizera na manhã de Páscoa. Podemos entrever, no meio dos discípulos, antes e depois da Ressurreição, a presença discreta de Maria. No mar da Galileia, Jesus é âncora firme, que nos encoraja a lançar as redes. E Maria é a Estrela do Mar, que nos guia, no meio das tempestades da vida. Neste Domingo, em que se inicia a Semana de Oração pelas Vocações e em que celebramos o Dia da Mãe, preparemos o nosso coração, para que saiba elevar-se até Deus e fazer-se ao largo, como o de Maria, a Mãe do Senhor.

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