Conferência São Vicente Paulo e In Manus Tuas

Conferência de São Vicente de Paulo de Nossa Senhora da Hora 2018/2019

Ai dos pobres se não fossem os pobres

Pe. Américo Monteiro de Aguiar

 

 

“Juntamente com a multiplicidade de ofertas preciosas para a vida, a cidade possui em si um elemento que não se pode esconder, e que em muitas cidades é cada vez mais evidente: os pobres, os excluídos, os descartados. Hoje, podemos falar de descartados. A Igreja não pode ignorar o seu clamor, nem deve entrar no jogo de sistemas injustos, mesquinhos e interesseiros, que procuram torná-los invisíveis. Há tantos pobres, vítimas de antigas e novas formas de pobreza. Existem novas pobrezas! Pobrezas estruturais e endémicas, que excluem gerações de famílias. Pobrezas económicas, sociais, morais e espirituais. Pobrezas que marginalizam e descartam as pessoas, filhos de Deus. Na cidade, o futuro dos pobres é uma pobreza ainda maior. É preciso ir ao seu encontro”(Papa Francisco, Discurso, 27.11.2014).

 

A CSVP tem vindo a crescer, no número de elementos (atualmente são 16) e na qualidade do serviço prestado, através de uma formação permanente mais consistente e da abertura de horizontes, no cuidado pastoral e na evangelização dos pobres.

 

I.Aposta na formação vicarial

 

§  Participar nos encontros vicariais de formação aberta: 30 de novembro e 15 de março.

§  Participar nos retiros vicariais para agentes pastorais: dia 2 de março.

§  Participar nos encontros da Pastoral Sociocaritativa

ØSofrimento e morte à luz e na Luz da Páscoa (Pe. José Nuno): 7 janeiro 2019

Ø Fragilidade humana: um lugar partilhado: 4 de fevereiro

ØCuidar: um modo comunitário de viver a Misericórdia: 4 de março

 

II.    Alguns compromissos com a comunidade

§   Prosseguir a visita, o diálogo e o encontro pessoal, com as famílias pobres, de todas as pobrezas, não deixando que a missão da CSVP se reduza a mera agência de distribuição do Banco Alimentar, mesmo se a organização e distribuição do cabaz é uma das suas ações de grande valor.

§   Continuar a promover a partilha de bens, na Eucaristia, valorizando a mesma, na apresentação dos dons, evidenciando o nexo entre o pão partido da Eucaristia e o pão repartido com os pobres e as dimensões sociais do mistério eucarístico.

§   Promover parcerias com diversos grupos paroquiais, de modo que a caridade seja assumida como dimensão essencial da vida cristã e da vida comunitária:

ØCom a Catequese da Infância e Adolescência, desenvolver o sentido do compromisso no serviço da caridade.

ØCom os Crismandos e Grupo de Jovens, ajudar a fazer da experiência do voluntariado social e caritativo, lugar de discernimento vocacional.

ØCom a Catequese de Adultos, promover o envolvimento dos catequizandos em iniciativas e até integração de alguns membros no grupo.

ØCom os Visitadores de Doentes, promover o conhecimento e ajuda recíprocos.

ØCom a Pastoral Familiar, colaborar no apoio e visita às famílias.

ØCom o Movimento Fé e Luz colaborar sinalizando e encaminhando os casos de famílias com pessoas marcadas pela deficiência mental.

ØApoiar a criação do grupo In Manus Tuas.

ØCom o pároco e diáconos, estar sempre em sintonia, pedindo que, em algumas reuniões (uma por trimestre), se façam presentes.

 

III. Outras atividades

 

§  Participar nos encontros vicariais de formação aberta: 30 de novembro 2018 e 15 de março 2019.

§  Participar na iniciativa 24 horas para o Senhor: 30 março, 08h00/09h00.

§  Participar na Oração do Rosário: 08 maio, 21h00, Igreja Antiga.

 

 

MEMBROS DA CONFERÊNCIA VICENTINA 2018/2019

 

Ana Cristina da Silva Valente
António Fernando Teixeira Mesquita (colaborador)
António José Carvalho Valente
António José Trindade Ferreira
Fausto Manuel Moura Melo
Marco Filipe Castro Jorge
Margarida Maria Ramos Afonso
Margarida Marques Sapudo
Maria Adélia Ribeiro Rodrigues
Maria Cristina de Sousa Fernandes
Maria de Jesus Cordeiro Jorge Ferreira Alves
Maria do Carmo Soares Monteiro Santos Coelho
Maria Isabel Beires Fernandes
Maria Renata da Rocha Fernandes Duarte
Marília do Carmo Lopes da Costa
Reinaldo Jaime Ferreira

 

 

Todos discípulos missionários da esperança

 

 A partir de novembro de 2018 a Paróquia conta com mais um grupo, que se denomina “In Manus Tuas” («Nas Tuas mãos»). O nome recolhe a sua inspiração na frase bíblica (Lc 23,46; Sl 31,6) de Jesus na Cruz («Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito») e serviu de lema episcopal a Dom António Francisco dos Santos, que queremos assim homenagear. A missão deste grupo é ajudar as famílias em situação de luto, acolhendo, acompanhando e rezando, com elas, desde logo no velório que tem lugar na capela mortuária. Será um sinal da presença da comunidade que sabe chorar com quem chora, sofrer com quem sofre, exercitando pela oração a virtude da esperança cristã. A sua presença junto da família pode ajudar também o pároco a tornar mais pessoal e familiar a celebração exequial, com elementos da história de vida, que sejam sinais de Deus, sementes do Verbo ou desafios de esperança.

 

I. A urgência pastoral: Evangelizar a morte

 

Ao longo deste ano pastoral, a nossa divisa é esta: “Todos discípulos missionários”! É oportuno lembrar que uma das periferias da missão, sobre a qual é preciso fazer incidir, hoje mais do que nunca, a luz do Evangelho, é precisamente esta sombria região da “morte”: morte negada ou iludida em lutos proibidos; morte diluída na dispersão das cinzas pelo ar, na terra, ou pelo mar; morte escondida às crianças, como algo de impuro e indecente; morte dissimulada ou escamoteada em novas cosméticas de defuntos; enfim, uma morte marginalizada, sem lugar em nossa casa, que acabou por ser expulsa para fora do mundo dos vivos! Eis-nos perante a morte não aceite, não integrada, não assumida, que deixa vazio de esperança o sepulcro. Sem tempo nem espaço para pensar e viver a morte, sem Deus e sem esperança no mundo (Ef 2,12), a morte aparece aos olhos de muitos como um beco sem saída, que é preciso implodir e fazer desaparecer, o mais depressa possível, na moderna cremação, sem deixar rasto nem restos na memória humilhada do nosso orgulho. Ora, quando não se quer assumir a morte, não se pode sequer esperar a ressurreição. Por isso, hoje mais do que nunca, o discípulo missionário tem de descer como Jesus à mansão dos mortos, para aí evangelizar a morte, com a luz nova da ressurreição.

 

II. A nossa missão: Todos discípulos missionários da esperança

 

Somos chamados então a tornarmo-nos hoje todos discípulos missionários da esperança! Com efeito, o cristão não é um profeta da desventura. É “um missionário devorado pelo entusiasmo de comunicar a verdadeira vida” (cf. Papa Francisco, Gaudete et exsultate, n.º 138). A essência do anúncio do Evangelho é Jesus, morto por amor, e que Deus ressuscitou na manhã de Páscoa. É este o núcleo da fé cristã. Sejamos, pois, missionários da esperança, anunciadores da ressurreição, não só com palavras, mas com o testemunho da nossa própria vida reencontrada, alcançada e transformada por Ele! Jesus não nos quer discípulos a repetir fórmulas aprendidas de cor. Deseja testemunhas da ressurreição, pessoas que propaguem a esperança, com o seu modo de acolher, de sorrir, de amar. Na boca do discípulo missionário da esperança ressoará sempre este anúncio fundamental: «Jesus Cristo ama-te, deu a Sua vida para te salvar, e agora vive contigo todos os dias, para te iluminar, fortalecer, libertar» (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 164), até que a tua vida, seja consumada na morte, para se reencontrar, inteira e plenamente renovada na d’Ele.

 

III. A nossa prática: acompanhar as pessoas em situações de luto

 

Um dos propósitos, na sequência do Ano da Misericórdia e que vinha já exposto no Plano Diocesano de Pastoral do ano passado (PDP 2017/2018, pp. 18-19) é responder à necessidade de um maior cuidado pastoral, por ocasião da morte. Precisamos de valorizar os gestos de acolhimento, de presença e de proximidade, de oração e de acompanhamento das pessoas, em situações de luto. A Igreja não pode alhear-se dos seus filhos, em situações tão dolorosas, como é esta, “quando a morte crava o seu aguilhão” (cf. Papa Francisco, Misericordia et Misera, n.º 15; Amoris Laetitia, n.ºs 253-258). “Por isso, exorto a que animemos de maior espírito pascal as celebrações exequiais e formemos um grupo de oração que acompanhe os velórios e aqueles para quem o luto é mais difícil” (Pe. Amaro Gonçalo, Homilia, 2.11.2017).

 

IV. Indicações Práticas

 

1. Promover as boas práticas:

  • Procurar acolher e deixar-se acolher pelas pessoas que estão no velório.
  • Conhecer o contexto da vida, do sofrimento e da morte da pessoa que partiu e as consequências daquela morte para os familiares mais próximos (orfandade, solidão, sustentação da família etc.).
  • Integrar-se na família, de modo discreto, atento e próximo.
  • Preferir os gestos de proximidade às palavras inúteis.
  • Deixar que as pessoas desafoguem os seus sentimentos, sejam quais forem, mesmo que pareçam absurdos ou sem sentido.
  • Promover a aceitação da morte, como “passagem”, como “páscoa”, como consumação da vida e possibilidade de encontro definitivo com o Senhor: “se morrermos com Cristo, também com Ele viveremos”.
  • Proporcionar momentos de oração (mais ou menos longos, mais ou menos tradicionais) de acordo com o clima do velório, as expetativas das famílias, a sensibilidade das pessoas.
  • Diversificar as propostas de oração, envolvendo sempre que possível as pessoas presentes:
  • Celebração da Palavra (cf. Ritual das Exéquias)
  • Vigília de oração na casa do defunto”, ou outras orações e salmos previstos para vários momentos (cf. Ritual das Exéquias)
  • Oração de Laudes (de manhã), Vésperas (de tarde) ou Completas (à noite) de acordo com o horário do velório.
  • Usar o guião que elaborámos para a oração (todo ou em parte).
  • Ler textos bíblicos e orações pelos defuntos.
  • Convidar à oração com um profundo silêncio.
  • Rezar-se o Rosário ou apenas uma dezena. Ver esquemas de oração disponíveis.

 

  • Atender sempre às circunstâncias. Que a oração e o diálogo seja sempre de ajuda e apareça como proposta. Nunca impor nem se impor.
  • Propor às viúvas que se deixam ajudar através do Movimento Esperança e Vida.
  • Propor às famílias que têm algum dos membros com deficiência mental o Movimento Fé e Luz.
  • Reencaminhar situações de pobreza, para a Conferência vicentina.
  • Dar conhecimento ao pároco de algum pormenor da vida do defunto ou do contexto familiar que seja relevante, na contextualização da celebração e da pregação.

 

2. Evitar as más práticas

 

  • Dizer frases rotineiras, sem conteúdo, por não se saber manter o silêncio e o abraço.
  •  Generalizar «mais cedo o mais tarde, toca a todos», «um dia todos teremos de ir», «é a vida»…
  •  Interpretar a morte em termos fatalistas: «Todos temos um destino»…
  • Impor a oração ou impor a nossa presença e rezar contra a vontade dos presentes.
  •  Falar alto ou dar aso a conversas inúteis.
  •  Fazer teatro ou puro formalismo

 

V. Aproveitar as oportunidades de Formação

 

1. Formação organizada

 

  • Retiros vicariais a 2 de março.

 

  •  Formação organizada pela Pastoral da Saúde:
  • Sofrimento e morte à luz e na Luz da Páscoa (Pe. José Nuno): 7 janeiro 2019.
  • Fragilidade humana: um lugar partilhado: 4 de fevereiro.
  • Cuidar: um modo comunitário de viver a Misericórdia: 4 de março.

 

  • Participar no encontro diocesano de cuidadores: Casa Diocesana de Vilar – 16 de junho.

 

2.  Formação pessoal. Leitura pessoal de bibliografia útil:

 

  • ANSELM GRÜN, O que vem após a morte. A arte de viver e de morrer, Ed. Vozes, Rio de Janeiro, Brasil, 2010
  • BÉNEDICTE RIVOIRE, Aquele que amas vai morrer, dá-lhe vida, Ed. Paulus, Lisboa 2009
  • ISABEL ANTUNES, Estou de luto, Ed. Paulus, 2009
  • JOSÉ CARLOS BERMEJO, A visita ao doente, Ed. Paulus, Lisboa 2016 (ver temas 18 e 19: Acompanhar no luto; Humanizar os ritos)
  • LUIGI GUGLIELMONI, Entrai na alegria. Invocações e Orações pelos defuntos, Ed. Paulinas, Lisboa 2001
  • PAOLO SQUIZZATO, Por último virá a morte… e depois?, Ed. Paulinas, Prior Velho 2016
  • RITUAL ROMANO, Celebração das Exéquias, Ed. Conferência Episcopal Portuguesa.
  • SECRETARIADO DIOCESANO DA PASTORAL DA CULTURA, Morreste-me, Porto 2010 (folheto)
  • SECRETARIADO DIOCESANO DA PASTORAL DA CULTURA, Morreste-me. A morte e a esperança cristã, Porto 2010
  • MANUEL MORUJÃO, Unidos aos nossos irmãos defuntos. Mês de novembro em oração, Ed. A.O., Braga 2018

 

VI. Organização do grupo: Velório de preferência à tarde, podendo também ser de manhã ou à noite.

Membros do grupo

Horários em quenão pode participar

Albina da Silva Santos Mota

Quintas-feiras à noite

Ana Paula Maia Cabral

Segundas-feiras à noite

Margarida Marques Sapudo

(Coordenadora do Grupo)

Da parte de manhã

Maria Adélia Ribeiro Rodrigues

Tardes

Maria do Carmo Soares Monteiro Santos Coelho

Segundas-feiras à tarde

Maria Isabel Beires Fernandes

Tardes e quintas-feiras à noite

Maria Oliveira Araújo Silva

Só no dia dos encontros Movimento Esperança e Vida

Marília do Carmo Lopes da Costa

Terças-feiras à noite e dias da Catequese de adultos

 

 

 

 

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