As parábolas deste domingo desafiam-nos a acreditar no desenvolvimento da boa semente, enquanto o semeador dorme e se levanta. Ao fim de um ano laboral e pastoral, é preciso, não tanto medir os resultados, mas sobretudo saborear os frutos. Deixemos que este tempo, com o Senhor, na Eucaristia, seja o tempo do agir de Deus, que tanto pede a nossa colaboração como a nossa confiança. De coração confiante, invoquemos a sua misericórdia.

A nova família de Jesus reúne-se, em cada domingo, nesta Casa, à volta de Jesus, para se sentar à mesa da Palavra e da Eucaristia. Jesus tem, para todos nós, palavras que nos dão vida. Jesus não nos deixa nunca sem lugar ou sem alimento. Ele acolhe-nos à mesa e dá-nos o Pão. Ele dá-Se no Pão da Eucaristia, para que “a família assim nutrida, seja um dia reunida aos convivas lá do céu” (Sequência Corpus Christi)!

Depois da Quinta-Feira do Corpo de Deus, em que fizemos um pacto, para viver a Eucaristia como o coração do domingo, eis-nos então, de novo, reunidos, para celebrar o dia do Senhor.O domingo cristão não é o sétimo dia, o dia do repouso, mas o primeiro dia da semana, por referência à obra da criação; é o dia de Cristo enquanto dia da ressurreição e da nova criação; este é também o dia da Igreja, em que a comunidade cristã se reúne para escutar a palavra da salvação e participar no dom da vida; este é o dia da pessoa, porque é um dia livre e libertador, para a nossa alegria, para o repouso e para a caridade fraterna. Libertemos o nosso coração do peso do pecado, para vivermos a alegria do encontro com Cristo Ressuscitado.

Esta é uma quinta-feira muito especial, para celebrarmos a memória agradecida do dom da Eucaristia, naquela outra quinta-feira, de feliz e santa memória. A gratidão por este dom do Corpo entregue e do Sangue derramado por nós comove-nos na amizade do Senhor e move-nos ao compromisso de uma vida oferecida pelos outros, até à última gota de sangue!

 

Concluído o tempo pascal, celebramos hoje a Solenidade da Santíssima Trindade, como coroamento e meta do caminho do amor, no âmbito do 17.º Dia Diocesano da Família. Esta solenidade aviva em nós a adoração do mistério do Deus único, na unidade indivisível do amor e na comunhão perfeita das três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Esta comunhão é a própria vida de Deus, o mistério do Seu amor, no qual nos movemos, somos e existimos.

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