Celebramos hoje o 3.º Dia Mundial dos Pobres. São de esperança e confiança as palavras do Profeta Malaquias, que denuncia os soberbos e malfeitores e anuncia o raiar do sol de justiça e da salvação, para quantos honram o seu nome de filhos de Deus. Na sua mensagem para este dia o Papa lembra-nos que “a esperança dos pobres jamais se frustrará” (Sl 9,19). Deus não dorme e os pobres são os seus eleitos.Mas (hoje) estamos também a concluir a Semana dos Seminários. E o Evangelho não nos engana, com promessas de mundos e fundos; antes nos recorda que, em todo o tempo e a contratempo, devemos manter a confiança e a perseverança, dando testemunho corajoso da nossa fé.Em todo o caso, queridos irmãos e irmãs, este não é o tempo de cruzar os braços. Há que trabalhar por garantir o pão de cada dia, melhorar o mundo e assim apressarmos a vinda do Reino

Novembro traz consigo o problema da morte e, com ela, as grandes questões da vida. E a Liturgia da Palavra projeta hoje sobre nós a luz e a esperança da ressurreição, que celebramos em cada domingo, em cada Eucaristia! Iniciamos também (hoje) a Semana de Oração pelos Seminários, pedindo ao Senhor que não falte, à Igreja e ao mundo, o testemunho de vida dos padres, cuja escolha com sabor da eternida de é já um sinal da vida nova da Ressurreição.

Podia ser uma videira, mas era um sicómoro. Zaqueu subiu àquela árvore e tornou-se o fruto novo do olhar de Jesus. «Hoje entrou a salvação nesta casa» (Lc 19,9). Por isso, renovo hoje o apelo do Dia de Todos os Santos: “Deixa que a graça do teu Batismo frutifique num caminho de santidade. Deixa que tudo esteja aberto a Deus e, para isso, opta por Ele, escolhe Deus sem cessar. Não desanimes, porque tens a força do Espírito Santo para tornar possível a santidade e, no fundo, esta é o fruto do Espírito Santo na tua vida. Quando sentires a tentação de te enredares na tua fragilidade, levanta os olhos para o Crucificado e diz-Lhe: «Senhor, sou um miserável! Mas Vós podeis realizar o milagre de me tornar um pouco melhor»” (GE 15)! Corramos para Jesus e acorramos à Sua misericórdia!

Estes dois grandes dias, de Todos os Santos e de Fiéis Defuntos, são dias grandes e belos, para fazermos a memória viva do nosso Batismo. Porque somos chamados a fazer frutificar o Batismo num caminho de santidade. E porque o Batismo nos mergulha no mistério da morte, sepultura e ressurreição do Senhor. Se o Batismo é a nossa primeira páscoa, novo nascimento, a nossa morte é a última páscoa, o renascimento definitivo para a vida eterna. Que esta celebração “aumente em nós a esperança de que os nossos irmãos, chamados a ser pedras vivas do templo eterno de Deus, ressuscitarão gloriosamente com Cristo” (cf. Ritual das Exéquias, n.º 97).

Todos os Santos é uma belíssima solenidade litúrgica, que nos diz respeito a todos e a cada um. Diz respeito a todos os batizados, que foram santificados e regenerados em Cristo! Diz respeito a cada um, escolhido pelo Senhor “para ser santo e irrepreensível na sua presença, no amor” (cf. Ef 1,4). O nosso coração eleva-se hoje para essa medida alta da vida cristã comum, quando se vê rodeado de uma nuvem de testemunhas, “que nos estimulam a correr para a meta” (GE 3). E hoje contemplamos todos os Santos que cantam no Céu o louvor perfeito e intercedem por nós. São os santos que nos encorajam e acompanham. São os santos de antigamente e de longe, mas também os santos de hoje e de “ao pé da porta, daqueles que vivem perto de nós e são um reflexo da presença de Deus” (GE 7).

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