“Alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos”. A verdadeira alegria não chega aos nossos corações a não ser pela vinda de Cristo à nossa vida e aos nossos corações. Também aqui se trata de uma alegria para todos, “porque da alegria trazida pelo Senhor, ninguém é excluído” (GD 2; cit. EG 3). Continuamos a nossa caminhada do Advento, com os olhos postos no Presépio, lugar de encontro para todos. 

Presépio, um lugar de encontro para todos. Ontem, aprendemos de Maria o jeito feminino de habitar o Presépio. Hoje, sobressai a figura masculina e austera de João Batista, a quem é dirigida a Palavra de Deus, no deserto. Ele vem preparar os caminhos, para que o Presépio seja de entrada livre para todos, a começar pelos mais pobres. Acendamos agora a 2.ª vela da coroa do Advento, para que o testemunho de João Batista ilumine como “uma lâmpada ardente e luminosa” (Jo 5,35), que nos projeta para a Luz.

 Presépio, um lugar para todos! Lá em casa, aqui na Igreja e lá fora nas ruas. Esta rota dos Presépios, que nos leva do Advento ao Natal, não pode limitar-se a uma construção material. Por isso, o primeiro desafio que vos deixei há oito dias foi não apenas o de construir, como também e sobretudo o de habitar o Presépio. Ainda nos inícios do Advento, e a concluir a primeira semana, olhemos hoje para Maria, que Deus escolheu para digna morada do Seu Filho e aprendamos d’Ela o que significa habitar o Presépio: recolher para acolher Deus que vem até nós. 

O Presépio, lugar de encontro para todos! É, neste espírito, que iniciamos o Advento. É nesta perspetiva que preparamos agora, e celebraremos em breve, o Natal do Senhor como festa do encontro com Jesus, que inspira, mobiliza e motiva tantos encontros pessoais, familiares, eclesiais, sociais e culturais. Não queremos construir apenas o Presépio, em casa, na Igreja ou na rua, como adorno decorativo, mas queremos habitá-lo, como lugar de encontro: do encontro de Deus, que sai de Si para vir até nós e nos fazer sair ao encontro dos outros.

O caminho do discípulo chega à Cruz, onde Cristo reina, testemunhando a verdade sem a força da lei ou o poder das armas, mas com a sabedoria e a soberania do amor. Nesta solenidade de Cristo, Rei e Senhor do Universo, o discípulo de Jesus é chamado a olhar para Aquele que nos ama, para Aquele que trespassaram. E, diante d’Ele, há de converter-se ao Seu Amor. É este o Seu modo de reinar: Ele não reina dominando-nos, mas atraindo-nos no Seu amor.

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