Paróquia Senhora da Hora (785)
Há sinais de Natal por todo o lado. Luzes, sonhos, publicidade, prendas. Mas o sinal que Deus oferece aos grandes deste mundo não é o de uma aliança com os poderosos, mas o de um Menino, nascido em Belém, de Maria e José. O sinal admirável do Natal é o do Presépio. A Liturgia deste IV Domingo – às portas do Natal – aponta o seu foco de luz sobretudo para José, o homem justo, da descendência de David, chamado a transformar surpresas e crises em sonhos e caminhos de esperança.
Alegrai-vos, sempre no Senhor. Exultai de alegria. O Senhor está perto. Esta alegria não se confunde com a satisfação imediata dos nossos desejos, nem com o nosso bem-estar individual ou com algum conforto emocional. Esta alegria não se alcança com prazeres rápidos, que aprofundam ainda mais o vazio dos nossos corações.A alegria que celebramos cresce à medida que Deus vem e nós O deixamos entrar para transformar a nossa vida. Esta alegria é também um fruto que amadurece na paciência de quem sabe esperar. Chega mesmo a ser aquela uma alegria com lágrimas, uma alegria que preenche a cova daquela ferida, que tanto sofrimento escavou em nós. A verdadeira alegria nasce quando, mesmo sem vermos tudo claro, reconhecemos que Deus está a agir, no silêncio de uma semente que germina e cresce sem fazermos nada por isso. Por isso, o desafio desta semana é este: “Esperai com paciência a vinda do Senhor”. Porque o Natal que esperamos é uma história de muita paciência.
“Todos esperam por Ti. Abre-nos caminhos de esperança”. Com este lema, continuamos a percorrer o caminho, que nos conduzirá à celebração do Natal e à conclusão do Grande Jubileu. E nesta Solenidade da Imaculada Conceição, este grito “Todos esperam, por Ti, Senhor” também se volta para Maria: “Todos esperam por ti, ó Maria. Maria, todos esperam pelo teu «sim»”. O mundo inteiro esperava pela Sua resposta, que Maria, a cheia de graça, deu de modo inteiramente livre. Por isso, a grande e ditosa esperança tem um exemplo perfeito, uma testemunha singular: Maria Imaculada. Ela esperou com inefável amor a vinda do Salvador. E nós esperamos por dela que, pelo seu sim, o próprio Cristo, Esperança da nossa esperança.
Todos esperam por ti. Abre-nos caminhos de esperança.E a Palavra de Deus – que foi escrita para que tenhamos esperança (cf. 2.ª leitura) – mostra-nos como Deus nos abre caminhos de esperança, precisamente onde menos esperávamos ver brotar os sinais da mudança: no toco de uma árvore que faz rebentar de novo, no sonho de uma paz que parecia impossível, no deserto do pecado e da conversão, em que Deus abre uma estrada com saída para o futuro!
«Todos esperam por Ti! Abre-nos caminhos de esperança». Inspirados por este lema, vamos percorrer juntos a última etapa do Jubileu, esta caminhada diocesana do Advento de 2025 à Festa do Batismo do Senhor 2026. Nos caminhos e nas ruas, das nossas aldeias, vilas e cidades, há múltiplos sinais de um certo Natal demasiado habitual: luzes cintilantes, presépios decorativos, iniciativas de bem-fazer e, sobretudo, o comércio que procura embrulhar o Natal. Mas nós não nos podemos distrair, embalar, adormecer, aborrecer. Queremos fazer outro caminho. Um caminho de espera, de desejo, de atenção redobrada ao Senhor que vem até nós. Queremos deixá-l’O vir e abrir, desde já, nos nossos corações e nas nossas vidas, novos caminhos de esperança.
Peregrinos de esperança, eis-nos já no último domingo do Ano Litúrgico. Nesta Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, Jesus coloca ao nosso alcance a meta da nossa peregrinação na terra: «Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso». São Lucas apresenta-nos Cristo na Cruz, a quem um dos malfeitores reconhece como Rei. Mas junto à Cruz de Jesus, está o discípulo amado, o mais novo, em quem podemos ver a imagem de cada jovem, dos jovens do mundo inteiro, a quem o papa Leão XIV desafia, com as palavras de Jesus aos seus discípulos: “Vós também haveis de dar testemunho, porque estais comigo» (Jo 15, 27). Estar para sempre com o Senhor é o nosso Paraíso. E nesta Eucaristia temos a graça de estar com Ele.
Celebramos hoje o 9.º Dia Mundial dos Pobres. São de esperança e confiança as palavras do Profeta Malaquias, que denuncia os soberbos e malfeitores e anuncia o raiar do sol de justiça e da salvação, para quantos honram o seu nome de filhos de Deus. Deus não dorme e os pobres são os seus eleitos! Na sua Mensagem para este Dia, o Papa Leão XIV lembra-nos que “a esperança transforma o coração humano em terra fértil, onde pode germinar a caridade para a vida do mundo”. E na Sua primeira Exortação Apostólica recorda-nos como, desde o princípio, a fé cristã, a celebração da Eucaristia e o compromisso com os mais pobres caminham de mãos dadas!
Reunimo-nos para celebrar a Festa em honra do nosso Padroeiro São Martinho.Martinho nasceu na Panónia, no território da atual Hungria, por volta do ano 316. Nascido de pais pagãos e, chamado ao serviço militar na Gália, quando era ainda catecúmeno, cobriu, com o seu manto, a Cristo na pessoa de um pobre. Depois de receber o Batismo e de renunciar à carreira militar, fundou um mosteiro em Ligugé, na França, onde levou vida monástica, sob a direção de santo Hilário de Poitiers. Depois, foi ordenado presbítero e, mais tarde, eleito bispo de Tours. Foi modelo insigne de bom pastor: fundou mosteiros e paróquias, dedicou se à formação e reconciliação do clero e à evangelização dos povos rurais. Morreu em Candes, no ano 397. Santo muito popular, é o primeiro confessor não mártir a ser venerado com rito litúrgico. O dia 11 de novembro é a data da deposição do seu corpo. Que a celebração desta Festa nos inspire a esperança do céu e da vida eterna e o amor concreto aos pobres, que são para nós a Carne de Cristo!
Neste Domingo, que coincide com a data de 9 de novembro, a Igreja celebra a Festa da Dedicação da Basílica de Latrão, construída em Roma, pelo imperador Constantino, no tempo do Papa Silvestre, em honra de Cristo Salvador. É a Catedral da Igreja de Roma. É, também, a Igreja-Mãe de todas as igrejas, sinal de amor e unidade der todas as Igrejas, com o Papa. Estamos a concluir a Semana de Oração pelos Seminários e continuamos a ouvir aquele convite: “Precisamos de ti”: a Igreja precisa de crianças, adolescentes, jovens e adultos que sigam o convite de Jesus, para que, como discípulos, se disponham a seguir a Cristo e a servir a Igreja, como padres, para este tempo. Por isso, unimo-nos em oração àqueles que estão em processo de discernimento vocacional ou percorre o caminho da formação sacerdotal. Unimo-nos aos seus formadores nos Seminários. Este é o momento para dizer a Jesus, que precisamos d’Ele, para que nunca deixe de nos conduzir, através dos Pastores dedicados, que Ele chama, consagra e envia.
O Domingo é o Dia da Ressurreição. É o Dia da nossa Páscoa semanal, que celebramos em memória do primeiro dia da semana, em que o Senhor Ressuscitado surpreendeu a esperança dos seus discípulos e Se manifestou na sua vitória pascal sobre a morte. Em cada Domingo – e não apenas este – nós reunimo-nos para celebrar este grande acontecimento da Ressurreição do Senhor, que é a fonte e o princípio da nossa esperança e da nossa Ressurreição. A Ressurreição de Cristo abre a porta à nossa ressurreição. Entre todos os fiéis defuntos, muitos esperam a nossa oração e a nossa comunhão, para apressar e intensificar o seu caminho de purificação que os conduza à plenitude da vida, na ressurreição. Rezemos todos juntos, vivos e defuntos, uns com os outros e uns pelos outros. Rezemos pelos que partiram antes de nós, confiantes de que também eles intercedem por nós junto de Deus. Somos sempre surpreendidos pela morte, mas ainda mais surpreendidos pela Ressurreição.