Paróquia Senhora da Hora
Liturgia &
Homilias
Em pleno campeonato de Futebol, a Palavra de Deus, neste XII Domingo Comum, propõe-nos escolher o Senhor, como o nosso “herói poderoso”, no jogo limpo da vida, em que é preciso dar o corpo ao manifesto, para não perder de vez a alma. Esta escolha, aumenta em nós a confiança do amor vencedor, no meio do terror, e liberta-nos do medo que nos paralisa. Reunimo-nos em Eucaristia, para acolhermos com abundância, a graça de Deus, dom contido na graça de um só Homem, Jesus Cristo.
Não somos uma multidão anónima. Somos um reino de sacerdotes, uma assembleia santa, um povo sacerdotal. Quando nos reunimos, em assembleia, para celebrar a Eucaristia, formamos um só Corpo, uma só equipa. Pelo Batismo, tornamo-nos membros deste Povo sacerdotal, que é chamado a fazer da sua vida um dom de amor, um sacrifício de louvor a Deus, pela salvação dos irmãos. Pelo Batismo, participamos deste sacerdócio de Jesus, unindo-nos, em Eucaristia, ao dom que Ele mesmo faz da Sua vida ao Pai por nós. Pelo Batismo, somos todos chamados pelo nome próprio, resgatados pelo mesmo amor e enviados em missão, para dar de graça aos outros, o que de graça recebemos do Senhor.
Estamos a celebrar o X Domingo do Tempo Comum, passadas já as duas grandes Solenidades! A Liturgia de hoje permite-nos retomar os fios e recapitular os desafios das Solenidades da Santíssima Trindade e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo: cuidar da nossa magnífica humanidade e das nossas relações humanas, sentando-nos à mesa, e dar vigor e vitalidade à nossa comunhão, sentando-nos à mesa da Palavra e da Eucaristia. Deixemos que o olhar misericordioso de Jesus pouse e repouse sobre nós, para que nos toque e transforme o coração, para que nos levante do chão, nos sente à mesa e nos torne participantes do banquete do Reino.
Belo é este dia de quinta-feira, em que celebramos a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Nesta quinta-feira do «Corpo de Deus» recordamos, em espírito festivo, aquela outra Quinta-Feira Santa, em que Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e o vinho e, por meio destes dons, prometeu ser e estar presente connosco até ao fim dos tempos. Hoje somos desafiados a celebrar a Eucaristia, como mesa e alimento que nos forma à imagem do Corpo de Cristo e transforma, conformando-nos a Ele. Que a partilha do mesmo Pão nos forme como membros do único Corpo de Cristo e nos dê o fermento da renovação de todas as coisas em Cristo.
No sinal da Cruz, e na Saudação que agora mesmo vos dirigi, invocámos juntos a Santíssima Trindade: o amor fiel e misericordioso de Deus nosso Pai, a graça libertadora de Nosso Senhor Jesus Cristo Seu Filho e a Comunhão do Espírito Santo, que dá Vida. Depois do Pentecostes, a Igreja celebra, neste Domingo do Tempo Comum, a Solenidade da Santíssima Trindade. Não se trata de um enigma, nem de uma fórmula matemática ou de um quebra-cabeças. Trata-se do mistério de Deus, que é Amor, que é eterna relação de doação, de entrega, de comunhão entre as três pessoas. Hoje desafio-vos a contemplarmos a nossa Magnífica Humanidade à luz da Magnifica Trindade.
Completámos os 50 dias de Páscoa. Chega hoje à sua plenitude o tempo de Páscoa, com a Solenidade do Pentecostes. De facto, o Dom por excelência da Páscoa do Senhor é o Espírito Santo. O Espírito Santo é o Amor de Deus em Pessoa, é a Pessoa divina do Amor, que une o Pai e o Filho e Se faz Dom em nós e para nós! O Espírito Santo é o Amor do Pai e do Filho, que transborda do mais íntimo do coração de Deus e é comunicado e derramado no mundo, na Igreja, no coração de cada pessoa.
Da Páscoa à Ascensão quarenta dias vão. E hoje, em vez de lágrimas na partida e na despedida de Jesus, fazemos Festa. Porque Ele parte para ficar e nós ficamos para partir. Na verdade, a Ascensão não é uma despedida de solteiro, nem uma fuga para o alto. Não é a hora de Jesus Se despedir de nós. É a hora de Ele nos expedir a nós, em missão. Agora é a nossa vez. Nestes dias, entre a Ascensão e o Pentecostes, não estamos órfãos, porque o Espírito Santo nos assiste e porque Maria está connosco, como esteve com a Igreja nascente. Em pleno Dia Mundial das Comunicações Sociais, peçamos perdão, pelas vezes, em que não demos rosto nem voz às razões da nossa esperança. Invoquemos a misericórdia do Senhor.
Vai longa a Páscoa do Senhor. Há mais de um mês. E este é já o sexto domingo destes cinquenta dias, em honra de Cristo Ressuscitado, que são como que um só Domingo.Jesus prepara-Se para partir para junto do Pai. Mas não nos deixa órfãos, nem sozinhos. Deus Pai enviou-nos o Seu Filho e agora o Pai e o Filho enviam-nos o Espírito Santo, derramado em nossos corações, para sermos habitados pelo hóspede divino. Não somos, nem estamos órfãos, também por outra razão: porque temos Mãe! Não somos órfãos porque temos Maria, a Mãe de Jesus, que nos foi dada por Ele como Mãe. Eis-nos, pois, no regaço do seu abraço. Que Ela nos ajude a sermos cada vez mais dóceis ao Espírito Santo Paráclito, nosso Advogado e Consolador.
Reunimo-nos para celebrar o 5.º domingo da Páscoa, neste 1.º domingo do mês de maio, que é também, em Portugal, o Dia da Mãe. Jesus põe a mesa e põe-nos à mesa com Ele. Nesta Casa e nesta mesa, como um dia no céu, Jesus tem reservado para cada um o seu lugar. Ao partir deste mundo, Jesus apresenta-Se aos discípulos como Caminho para o Pai. Não fazemos este caminho sozinhos. Neste mês de Maria, a Mãe «mostra-nos o caminho» para Jesus. Maria é «o sinal» do Caminho. Por Maria, chegamos a Jesus e por Jesus chegaremos ao Pai. Preparemos então o nosso coração para esta Festa da Eucaristia, que é, por definição, “ação de graças”: “Que a celebração de mais um Dia da Mãe junte, em coro, as nossas vozes para manifestarmos todo o amor e gratidão para com as nossas mães” (Mensagem da Comissão Episcopal da Família, Dia da Mãe 2026)!
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A Paróquia da Senhora da Hora é presença eclesial no território, âmbito para a escuta da Palavra, o crescimento da vida cristã, o diálogo, o anúncio, a caridade generosa, a adoração e a celebração. Queremos ser santuário onde os sedentos vão beber para continuarem a caminhar, e centro de constante envio missionário. Qualquer hora é hora para abraçares uma comunidade cristã, que te acolhe, chama e envia em missão.
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