Paróquia Senhora da Hora

Liturgia &
Homilias

Depois da Assunção, somos convocados, neste domingo, a louvar e a engrandecer a fé de uma outra mulher, desta vez estrangeira, libanesa e pagã. É um belo testemunho de fé de uma estrangeira, nesta conclusão da Semana das Migrações. O Senhor desafia-nos a acolher e a escutar o grito dos mais pobres, dos excluídos e dos estrangeiros, para que a família, a Igreja e o mundo se tornem verdadeira Casa comum para todos os povos (cf. 1.ª leitura), para todos os filhos de Deus que andam dispersos. Que esta Igreja seja uma Mãe de coração aberto para todos os que queiram entrar e encontrar o seu lugar. Confiemo-nos desde já ao Senhor, que usa de misericórdia para com todos (cf. 2.ª leitura).

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Passou o eclipse do sol. Veio a chuva de estrelas. E os nossos olhos «ao gosto de Deus» abrem-se para o alto, para a glória, para a eternidade. Da Transfiguração à Assunção, somos desafiados a alargar até ao céu o horizonte do nosso olhar de esperança. Elevada ao Céu em corpo e alma, Maria, com a Luz debaixo dos pés, reflete a Luz da Páscoa, que recebe de Cristo. Maria ensina-nos a viver ao gosto de Deus, com os pés na terra e os olhos postos no Céu.

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Em pleno mês de agosto, a Liturgia da Palavra conduz-nos ao monte de Deus, o Horeb, e ao mar da Galileia. No monte, refúgio do profeta Elias, procuramos a paz e a serenidade no meio do vento, do fogo e do terramoto que o sacodem, abalam e consomem. Só uma brisa suave lhe devolve a confiança na presença de Deus, que está perto dos corações atribulados, dos migrantes e refugiados e dos que deixam a sua terra para encontrar o seu lugar no mundo. No mar, os discípulos, depois da festa dos pães, são surpreendidos por uma tempestade e desafiados a vencer o medo. Façamos desta Eucaristia um encontro sereno, no qual o Senhor nos chama à Sua presença e à intimidade com Ele, pois prefere a mansidão misericordiosa ao tumulto do aparato e da violência.

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Entramos a gosto, nesta Casa, para nos sentarmos à mesa com Jesus. Somos uma comunidade unida e reunida, à volta do Pão da Palavra e da Eucaristia, porque nem só do pão de cada dia vivemos. O Evangelho de hoje, do Pão partido e repartido, remete-nos para os gestos eucarísticos fundamentais de Jesus, que tomou o pão, deu graças, partiu-o e deixou-o distribuir pela multidão! Deixemos o barulho da cidade e arranjemos um lugar deserto, no nosso coração, para Jesus vir até nós e estar connosco. A Palavra de Deus interpela-nos a saciar a nossa fome mais profunda: a fome de Deus, a fome do Pão da Vida, que nos sacia para a vida eterna!

 

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Este é um domingo para sonhar e invocar a sabedoria, para pedir a Deus um coração inteligente, capaz de escutar, discernir e decidir com justiça. A sabedoria é a arte de se orientar bem na vida, a arte de quem governa a própria vida segundo o desígnio de Deus. Esta Sabedoria encarnou em Jesus Cristo e revela-Se nas suas parábolas. Elas desafiam-nos à sabedoria de deixar tudo com alegria, por aquilo que valha mesmo a pena: o tesouro escondido e a pérola preciosa do reino dos Céus. E, neste dia 26 de julho, como não recordar os nossos avós, verdadeira reserva de sabedoria? Eles são as nossas raízes, a nossa memória, o nosso tesouro e o nosso futuro. Dêmos graças a Deus pelos nossos avós e rezemos por eles, para que eles nos ensinem a sabedoria do coração.  E sintam, na nossa escuta, proximidade e cuidado a certeza da promessa do Senhor, que diz a cada um “Eu nunca te esquecerei” (Is 49,15).

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Continuamos com Jesus, à beira-mar, a desfiar parábolas, que nos adentram nos mistérios do Reino de Deus. São mais três parábolas: a do trigo e do joio, que realça a paciência do Semeador e a concorrência do Maligno; a do grão de mostarda, que manifesta a grandeza escondida no que há de mais pequenino e humilde; e a do fermento na massa, que nos exorta a levedar o mundo com a força inerme do Evangelho. Hoje ficaremos apenas pela primeira parábola. Não tenhamos pressa em colher, mas paciência no semear! Esta parece ser a mensagem da Palavra, que hoje vamos escutar. Confiemo-nos, desde já, à paciência indulgente de Deus, que nos julga com mansidão e bondade.

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O tempo do verão e das férias permite-nos saborear a beleza e a riqueza da Criação. À beira-mar ou no alto da montanha, à sombra de uma árvore ou de sol a sol por entre as searas, os céus e a Terra proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos. Somos desafiados a abrir o livro da Natureza, com as mãos de um jardineiro e o coração de um poeta. Procuremos, desde já, desimpedir do terreno do nosso coração tudo o que impeça de deixar frutificar a boa semente da Palavra e do Reino de Deus.

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Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei”! Viemos até Ele, em resposta ao Seu convite! Sob o peso da nossa fragilidade, mas também na leveza da graça, que nos salva. Na alegria deste encontro com o Senhor, à volta da Sua mesa, confiemo-nos, desde já, à Sua misericórdia, para encontrarmos n’Ele a mansidão do coração, o refúgio sereno e a paz verdadeira.

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Com o verão em força, apetece-nos ainda mais sair de casa, beber um copo de água fresca, mergulhar nos rios ou nas ondas do mar. Mas Jesus continua a bater à porta da nossa Casa e do nosso coração, para que O recebamos como Hóspede divino. Ele quer-nos escutar. Ele quer-nos falar. Ele quer partilhar connosco a mesa do pão de cada dia e do pão da Eucaristia. Ele quer oferecer-Se, como alimento que sacia. Na Eucaristia, recebemos a Cristo e Ele recebe-nos a nós. Comecemos por arrumar a nossa casa, limpar o nosso interior, para dispor o nosso coração a acolher a presença do Senhor. Aprendamos a acolher bem e a bem receber.

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Paróquia Senhora da Hora

Um fontanário para a Vida

A Paróquia da Senhora da Hora é presença eclesial no território, âmbito para a escuta da Palavra, o crescimento da vida cristã, o diálogo, o anúncio, a caridade generosa, a adoração e a celebração. Queremos ser santuário onde os sedentos vão beber para continuarem a caminhar, e centro de constante envio missionário. Qualquer hora é hora para abraçares uma comunidade cristã, que te acolhe, chama e envia em missão.

Párocos

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Diáconos

Nesta comunidade, dois homens exercem o ministério ordenado de diáconos permanentes.

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Núcleo Antigo

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A Secretaria paroquial está aberta ao público, de Segunda a Sexta, das 15h00 às 19h00.

Aos sábados está aberta das 10h às 12h.

geral@paroquiasenhoradahora.pt
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