Paróquia Senhora da Hora
Liturgia &
Homilias
O tempo do verão e das férias permite-nos saborear a beleza e a riqueza da Criação. À beira-mar ou no alto da montanha, à sombra de uma árvore ou de sol a sol por entre as searas, os céus e a Terra proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos. Somos desafiados a abrir o livro da Natureza, com as mãos de um jardineiro e o coração de um poeta. Procuremos, desde já, desimpedir do terreno do nosso coração tudo o que impeça de deixar frutificar a boa semente da Palavra e do Reino de Deus.
“Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei”! Viemos até Ele, em resposta ao Seu convite! Sob o peso da nossa fragilidade, mas também na leveza da graça, que nos salva. Na alegria deste encontro com o Senhor, à volta da Sua mesa, confiemo-nos, desde já, à Sua misericórdia, para encontrarmos n’Ele a mansidão do coração, o refúgio sereno e a paz verdadeira.
Com o verão em força, apetece-nos ainda mais sair de casa, beber um copo de água fresca, mergulhar nos rios ou nas ondas do mar. Mas Jesus continua a bater à porta da nossa Casa e do nosso coração, para que O recebamos como Hóspede divino. Ele quer-nos escutar. Ele quer-nos falar. Ele quer partilhar connosco a mesa do pão de cada dia e do pão da Eucaristia. Ele quer oferecer-Se, como alimento que sacia. Na Eucaristia, recebemos a Cristo e Ele recebe-nos a nós. Comecemos por arrumar a nossa casa, limpar o nosso interior, para dispor o nosso coração a acolher a presença do Senhor. Aprendamos a acolher bem e a bem receber.
Em pleno campeonato de Futebol, a Palavra de Deus, neste XII Domingo Comum, propõe-nos escolher o Senhor, como o nosso “herói poderoso”, no jogo limpo da vida, em que é preciso dar o corpo ao manifesto, para não perder de vez a alma. Esta escolha, aumenta em nós a confiança do amor vencedor, no meio do terror, e liberta-nos do medo que nos paralisa. Reunimo-nos em Eucaristia, para acolhermos com abundância, a graça de Deus, dom contido na graça de um só Homem, Jesus Cristo.
Estamos a celebrar o X Domingo do Tempo Comum, passadas já as duas grandes Solenidades! A Liturgia de hoje permite-nos retomar os fios e recapitular os desafios das Solenidades da Santíssima Trindade e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo: cuidar da nossa magnífica humanidade e das nossas relações humanas, sentando-nos à mesa, e dar vigor e vitalidade à nossa comunhão, sentando-nos à mesa da Palavra e da Eucaristia. Deixemos que o olhar misericordioso de Jesus pouse e repouse sobre nós, para que nos toque e transforme o coração, para que nos levante do chão, nos sente à mesa e nos torne participantes do banquete do Reino.
Belo é este dia de quinta-feira, em que celebramos a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Nesta quinta-feira do «Corpo de Deus» recordamos, em espírito festivo, aquela outra Quinta-Feira Santa, em que Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e o vinho e, por meio destes dons, prometeu ser e estar presente connosco até ao fim dos tempos. Hoje somos desafiados a celebrar a Eucaristia, como mesa e alimento que nos forma à imagem do Corpo de Cristo e transforma, conformando-nos a Ele. Que a partilha do mesmo Pão nos forme como membros do único Corpo de Cristo e nos dê o fermento da renovação de todas as coisas em Cristo.
No sinal da Cruz, e na Saudação que agora mesmo vos dirigi, invocámos juntos a Santíssima Trindade: o amor fiel e misericordioso de Deus nosso Pai, a graça libertadora de Nosso Senhor Jesus Cristo Seu Filho e a Comunhão do Espírito Santo, que dá Vida. Depois do Pentecostes, a Igreja celebra, neste Domingo do Tempo Comum, a Solenidade da Santíssima Trindade. Não se trata de um enigma, nem de uma fórmula matemática ou de um quebra-cabeças. Trata-se do mistério de Deus, que é Amor, que é eterna relação de doação, de entrega, de comunhão entre as três pessoas. Hoje desafio-vos a contemplarmos a nossa Magnífica Humanidade à luz da Magnifica Trindade.
Completámos os 50 dias de Páscoa. Chega hoje à sua plenitude o tempo de Páscoa, com a Solenidade do Pentecostes. De facto, o Dom por excelência da Páscoa do Senhor é o Espírito Santo. O Espírito Santo é o Amor de Deus em Pessoa, é a Pessoa divina do Amor, que une o Pai e o Filho e Se faz Dom em nós e para nós! O Espírito Santo é o Amor do Pai e do Filho, que transborda do mais íntimo do coração de Deus e é comunicado e derramado no mundo, na Igreja, no coração de cada pessoa.
Da Páscoa à Ascensão quarenta dias vão. E hoje, em vez de lágrimas na partida e na despedida de Jesus, fazemos Festa. Porque Ele parte para ficar e nós ficamos para partir. Na verdade, a Ascensão não é uma despedida de solteiro, nem uma fuga para o alto. Não é a hora de Jesus Se despedir de nós. É a hora de Ele nos expedir a nós, em missão. Agora é a nossa vez. Nestes dias, entre a Ascensão e o Pentecostes, não estamos órfãos, porque o Espírito Santo nos assiste e porque Maria está connosco, como esteve com a Igreja nascente. Em pleno Dia Mundial das Comunicações Sociais, peçamos perdão, pelas vezes, em que não demos rosto nem voz às razões da nossa esperança. Invoquemos a misericórdia do Senhor.
Paróquia Senhora da Hora
Um fontanário para a Vida
A Paróquia da Senhora da Hora é presença eclesial no território, âmbito para a escuta da Palavra, o crescimento da vida cristã, o diálogo, o anúncio, a caridade generosa, a adoração e a celebração. Queremos ser santuário onde os sedentos vão beber para continuarem a caminhar, e centro de constante envio missionário. Qualquer hora é hora para abraçares uma comunidade cristã, que te acolhe, chama e envia em missão.
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Nesta comunidade, dois homens exercem o ministério ordenado de diáconos permanentes.
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