«Todos esperam por Ti! Abre-nos caminhos de esperança». Inspirados por este lema, vamos percorrer juntos a última etapa do Jubileu, esta caminhada diocesana do Advento de 2025 à Festa do Batismo do Senhor 2026. Nos caminhos e nas ruas, das nossas aldeias, vilas e cidades, há múltiplos sinais de um certo Natal demasiado habitual: luzes cintilantes, presépios decorativos, iniciativas de bem-fazer e, sobretudo, o comércio que procura embrulhar o Natal. Mas nós não nos podemos distrair, embalar, adormecer, aborrecer. Queremos fazer outro caminho. Um caminho de espera, de desejo, de atenção redobrada ao Senhor que vem até nós. Queremos deixá-l’O vir e abrir, desde já, nos nossos corações e nas nossas vidas, novos caminhos de esperança.
Peregrinos de esperança, eis-nos já no último domingo do Ano Litúrgico. Nesta Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, Jesus coloca ao nosso alcance a meta da nossa peregrinação na terra: «Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso». São Lucas apresenta-nos Cristo na Cruz, a quem um dos malfeitores reconhece como Rei. Mas junto à Cruz de Jesus, está o discípulo amado, o mais novo, em quem podemos ver a imagem de cada jovem, dos jovens do mundo inteiro, a quem o papa Leão XIV desafia, com as palavras de Jesus aos seus discípulos: “Vós também haveis de dar testemunho, porque estais comigo» (Jo 15, 27). Estar para sempre com o Senhor é o nosso Paraíso. E nesta Eucaristia temos a graça de estar com Ele.
Celebramos hoje o 9.º Dia Mundial dos Pobres. São de esperança e confiança as palavras do Profeta Malaquias, que denuncia os soberbos e malfeitores e anuncia o raiar do sol de justiça e da salvação, para quantos honram o seu nome de filhos de Deus. Deus não dorme e os pobres são os seus eleitos! Na sua Mensagem para este Dia, o Papa Leão XIV lembra-nos que “a esperança transforma o coração humano em terra fértil, onde pode germinar a caridade para a vida do mundo”. E na Sua primeira Exortação Apostólica recorda-nos como, desde o princípio, a fé cristã, a celebração da Eucaristia e o compromisso com os mais pobres caminham de mãos dadas!
Reunimo-nos para celebrar a Festa em honra do nosso Padroeiro São Martinho.Martinho nasceu na Panónia, no território da atual Hungria, por volta do ano 316. Nascido de pais pagãos e, chamado ao serviço militar na Gália, quando era ainda catecúmeno, cobriu, com o seu manto, a Cristo na pessoa de um pobre. Depois de receber o Batismo e de renunciar à carreira militar, fundou um mosteiro em Ligugé, na França, onde levou vida monástica, sob a direção de santo Hilário de Poitiers. Depois, foi ordenado presbítero e, mais tarde, eleito bispo de Tours. Foi modelo insigne de bom pastor: fundou mosteiros e paróquias, dedicou se à formação e reconciliação do clero e à evangelização dos povos rurais. Morreu em Candes, no ano 397. Santo muito popular, é o primeiro confessor não mártir a ser venerado com rito litúrgico. O dia 11 de novembro é a data da deposição do seu corpo. Que a celebração desta Festa nos inspire a esperança do céu e da vida eterna e o amor concreto aos pobres, que são para nós a Carne de Cristo!
Neste Domingo, que coincide com a data de 9 de novembro, a Igreja celebra a Festa da Dedicação da Basílica de Latrão, construída em Roma, pelo imperador Constantino, no tempo do Papa Silvestre, em honra de Cristo Salvador. É a Catedral da Igreja de Roma. É, também, a Igreja-Mãe de todas as igrejas, sinal de amor e unidade der todas as Igrejas, com o Papa. Estamos a concluir a Semana de Oração pelos Seminários e continuamos a ouvir aquele convite: “Precisamos de ti”: a Igreja precisa de crianças, adolescentes, jovens e adultos que sigam o convite de Jesus, para que, como discípulos, se disponham a seguir a Cristo e a servir a Igreja, como padres, para este tempo. Por isso, unimo-nos em oração àqueles que estão em processo de discernimento vocacional ou percorre o caminho da formação sacerdotal. Unimo-nos aos seus formadores nos Seminários. Este é o momento para dizer a Jesus, que precisamos d’Ele, para que nunca deixe de nos conduzir, através dos Pastores dedicados, que Ele chama, consagra e envia.
O Domingo é o Dia da Ressurreição. É o Dia da nossa Páscoa semanal, que celebramos em memória do primeiro dia da semana, em que o Senhor Ressuscitado surpreendeu a esperança dos seus discípulos e Se manifestou na sua vitória pascal sobre a morte. Em cada Domingo – e não apenas este – nós reunimo-nos para celebrar este grande acontecimento da Ressurreição do Senhor, que é a fonte e o princípio da nossa esperança e da nossa Ressurreição. A Ressurreição de Cristo abre a porta à nossa ressurreição. Entre todos os fiéis defuntos, muitos esperam a nossa oração e a nossa comunhão, para apressar e intensificar o seu caminho de purificação que os conduza à plenitude da vida, na ressurreição. Rezemos todos juntos, vivos e defuntos, uns com os outros e uns pelos outros. Rezemos pelos que partiram antes de nós, confiantes de que também eles intercedem por nós junto de Deus. Somos sempre surpreendidos pela morte, mas ainda mais surpreendidos pela Ressurreição.
Surpreendidos pela esperança, vivemos hoje a alegria de celebrar a Cidade Santa, a nossa Mãe, a Jerusalém celeste, onde a Assembleia dos Santos, nossos irmãos, glorificam eternamente o Senhor. Peregrinos dessa cidade santa, para ela caminhamos na fé e na alegria, surpreendidos pela esperança, ao vermos glorificados os ilustres filhos da Igreja, conhecidos e desconhecidos, canonizados e da porta ao lado, que são exemplo e auxílio para a nossa fragilidade. Sem estes homens e mulheres, que puseram toda a sua esperança no Senhor, o mundo não teria testemunhas daquela esperança que não engana (Rm 5,5). Que vós — e também eu — recebamos do Senhor o dom da esperança que há nos santos e da esperança de sermos santos. Deixemo-nos surpreender por esta grande esperança que tem a sua âncora no Céu!
Há “gente que não sabe estar”! Nem diante de Deus, nem diante dos outros, nem no próprio lugar que ocupa.Era assim um fariseu, que rezava, de pé, como quem olhava para o espelho e só via as suas virtudes. Bem diferente era a oração humilde do publicano, que batia no peito, com a mão direita, apontando para oseu coraçãopobre e ferido pelo pecado. Para que seja dada glória a Deus e não a nós, e porque a oração do humilde atravessa as nuvens, reconheçamos que somos pecadores. Não façamos peito… inchados com o nosso orgulho. Batamos no peito, confessando os nossos pecados.