Reunimo-nos para celebrar a Festa em honra do nosso Padroeiro São Martinho.Martinho nasceu na Panónia, no território da atual Hungria, por volta do ano 316. Nascido de pais pagãos e, chamado ao serviço militar na Gália, quando era ainda catecúmeno, cobriu, com o seu manto, a Cristo na pessoa de um pobre. Depois de receber o Batismo e de renunciar à carreira militar, fundou um mosteiro em Ligugé, na França, onde levou vida monástica, sob a direção de santo Hilário de Poitiers. Depois, foi ordenado presbítero e, mais tarde, eleito bispo de Tours. Foi modelo insigne de bom pastor: fundou mosteiros e paróquias, dedicou se à formação e reconciliação do clero e à evangelização dos povos rurais. Morreu em Candes, no ano 397. Santo muito popular, é o primeiro confessor não mártir a ser venerado com rito litúrgico. O dia 11 de novembro é a data da deposição do seu corpo. Que a celebração desta Festa nos inspire a esperança do céu e da vida eterna e o amor concreto aos pobres, que são para nós a Carne de Cristo! 

Neste Domingo, que coincide com a data de 9 de novembro, a Igreja celebra a Festa da Dedicação da Basílica de Latrão, construída em Roma, pelo imperador Constantino, no tempo do Papa Silvestre, em honra de Cristo Salvador. É a Catedral da Igreja de Roma. É, também, a Igreja-Mãe de todas as igrejas, sinal de amor e unidade der todas as Igrejas, com o Papa. Estamos a concluir a Semana de Oração pelos Seminários e continuamos a ouvir aquele convite: “Precisamos de ti”: a Igreja precisa de crianças, adolescentes, jovens e adultos que sigam o convite de Jesus, para que, como discípulos, se disponham a seguir a Cristo e a servir a Igreja, como padres, para este tempo. Por isso, unimo-nos em oração àqueles que estão em processo de discernimento vocacional ou percorre o caminho da formação sacerdotal. Unimo-nos aos seus formadores nos Seminários. Este é o momento para dizer a Jesus, que precisamos d’Ele, para que nunca deixe de nos conduzir, através dos Pastores dedicados, que Ele chama, consagra e envia.

O Domingo é o Dia da Ressurreição. É o Dia da nossa Páscoa semanal, que celebramos em memória do primeiro dia da semana, em que o Senhor Ressuscitado surpreendeu a esperança dos seus discípulos e Se manifestou na sua vitória pascal sobre a morte. Em cada Domingo – e não apenas este – nós reunimo-nos para celebrar este grande acontecimento da Ressurreição do Senhor, que é a fonte e o princípio da nossa esperança e da nossa Ressurreição. A Ressurreição de Cristo abre a porta à nossa ressurreição. Entre todos os fiéis defuntos, muitos esperam a nossa oração e a nossa comunhão, para apressar e intensificar o seu caminho de purificação que os conduza à plenitude da vida, na ressurreição. Rezemos todos juntos, vivos e defuntos, uns com os outros e uns pelos outros. Rezemos pelos que partiram antes de nós, confiantes de que também eles intercedem por nós junto de Deus. Somos sempre surpreendidos pela morte, mas ainda mais surpreendidos pela Ressurreição.

Surpreendidos pela esperança, vivemos hoje a alegria de celebrar a Cidade Santa, a nossa Mãe, a Jerusalém celeste, onde a Assembleia dos Santos, nossos irmãos, glorificam eternamente o Senhor. Peregrinos dessa cidade santa, para ela caminhamos na fé e na alegria, surpreendidos pela esperança, ao vermos glorificados os ilustres filhos da Igreja, conhecidos e desconhecidos, canonizados e da porta ao lado, que são exemplo e auxílio para a nossa fragilidade. Sem estes homens e mulheres, que puseram toda a sua esperança no Senhor, o mundo não teria testemunhas daquela esperança que não engana (Rm 5,5). Que vós — e também eu — recebamos do Senhor o dom da esperança que há nos santos e da esperança de sermos santos. Deixemo-nos surpreender por esta grande esperança que tem a sua âncora no Céu!

Há “gente que não sabe estar”! Nem diante de Deus, nem diante dos outros, nem no próprio lugar que ocupa.Era assim um fariseu, que rezava, de pé, como quem olhava para o espelho e só via as suas virtudes. Bem diferente era a oração humilde do publicano, que batia no peito, com a mão direita, apontando para oseu coraçãopobre e ferido pelo pecado. Para que seja dada glória a Deus e não a nós, e porque a oração do humilde atravessa as nuvens, reconheçamos que somos pecadores. Não façamos peito… inchados com o nosso orgulho. Batamos no peito, confessando os nossos pecados.

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