Paróquia Senhora da Hora (785)
O dia litúrgico é de Cinzas, mas nenhum pó da terra consegue encobrir o encanto deste que é também o dia dos namorados.E na coincidência destas duas datas,a Quaresma desafia-nos a não deixar esfriar o amor e a deixarmo-nos mover pelo amor de Deus, que Se entrega na Cruz!
Jesus continua a curar. A curar os doentes e a salvar pessoas. A fazer desaparecer a lepra e a destruir as barreiras do egoísmo. Tudo para a maior glória de Deus. E a glória de Deus é o homem vivo: são e salvo, curado e salvado no Seu amor. Por isso, conscientes da nossa impureza, pedimos ao Senhor que nos limpe. Que nos purifique. Que o toque da Sua mão misericordiosa nos deixe limpos, para participar na Sua mesa.
Do nascer ao pôr do sol, Jesus encontra tempo para rezar na sinagoga e em lugares desertos, tempo para ensinar na sinagoga e pelo caminho, tempo para curar na casa de Simão e à porta da cidade. Reunidos hoje à Sua volta, é a nós que Jesus quer pregar, é a nós que Jesus quer curar. É connosco que Ele quer rezar.
Jesus não é a Supernanny, a ama televisiva, ou a super-ama, que põe na linha os filhos malcriados e maldizentes, os teimosos e os hiperativos e que, ainda por cima, dá lições de parentalidade a pais desorientados! Jesus goza de grande autoridade, e até os espíritos impuros, os mais violentos e indomáveis, Lhe obedecem, sem precisar do estímulo de nenhum programa de televisão!
A Palavra de Deus, neste domingo, liberta-nos do medo de ir ao encontro, de sair a anunciar o Evangelho de Deus, em territórios difíceis, em ambientes que nos são estranhos. Sob a mão poderosa de Deus, que nos liberta do medo e do pecado, nós queremos ser Um só no testemunho de Cristo.
Movidos pela Estrela que brilha no amor, percorremos o caminho até Belém, deixando nas nossas pegadas as marcas de uma Igreja, de uma casa, de uma família, que brilha quando é fiel, acolhedora, livre, pobre de meios e rica no amor. Hoje celebramos a Epifania do Senhor, a Sua manifestação aos Magos, vindos do Oriente, em busca do Salvador!
Estamos a concluir a Oitava do Natal, em que contemplámos o rosto do Menino, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. A união inseparável, e sem confusão, das duas naturezas, a humana ea divina, levou a fé da Igreja a proclamar Maria, Mãe de Jesus, como “Mãe de Deus”. Este é o seu maior título de glória.
“Pobre de meios mas rica no amor”,é assim a Família de Nazaré, de Jesus, Maria e José. O mistério da encarnação, que o Natal celebra, é inseparável desta família, onde Jesus nasce, vive e cresce como Filho de Deus.O Evangelho deste domingo mostra-nos esta família a caminho de Jerusalém para a apresentação do Menino. “Nos passos de José e Maria, escondem-se tantos passos. Vemos as pegadas de famílias inteiras que hoje são obrigadas a partir”.
“Movidos pela Estrela que brilha no amor”, percorremos, desde o início do Advento, o caminho que nos conduz ao Presépio. Ali mesmo, na simplicidade de uma casa da periferia, entre uma mãe e um pai, cheios de fé e amor, brilha a Estrela Maior, Jesus Cristo.