Liturgia e Homilias no Domingo de Páscoa A 2026
Destaque

Eis-nos a celebrar a Páscoa de Cristo, a Festa maior em todos os sentidos. Entra-nos pelas narinas o perfume do Paraíso e cheira a Páscoa, no jardim do sepulcro aberto. Os nossos olhos, cheios de espanto, abrem-se à surpresa da Ressurreição. Os nossos ouvidos escutam a novidade inaudita do anúncio pascal do Anjo às mulheres na manhã de Páscoa: “Não está aqui, Ressuscitou”. Podemos tocar as feridas e abraçar os pés do Ressuscitado, que nos põe a caminho, para levarmos a todos a novidade deste dia. Saboreemos, em Eucaristia, o Seu Amor por nós. Celebremos a Páscoa do Cordeiro imolado, com os pães ázimos da pureza e da verdade. Esta é a Festa Maior. Ressuscitou o Senhor.

 

HOMILIA NO DOMINGO DE PÁSCOA A 2026

– forma mais longa sugerida para o Domingo de Páscoa – inspirada no diálogo da Visita Pascal

1. A Páscoa é a Festa maior em todos os sentidos! Ressuscitou o Senhor! Eis o acontecimento absolutamente inesperado e inaudito, a maravilha maior de toda a história da Humanidade, de toda a história da nossa salvação: “Não está aqui. Ressuscitou, como disse”(Mt 28,6). O cenário desenhado por Mateus não deixa dúvidas. A Ressurreição é obra de Deus. Um terramoto abala as forças da morte que pareciam invencíveis; a grande pedra do sepulcro é removida, sem a força impotente dos nossos braços; o sepulcro está aberto: Jesus ressuscitou. A morte foi vencida. A Vida triunfou. E, por isso, a notícia daquela manhã só podia vir do alto, de fora, como a luz da aurora; vem pela voz do Anjo, com a sua túnica branca de glória: “Não está aqui. Ressuscitou, como disse”(Mt 28,6).  Eis a Boa Nova da Páscoa. Esta é a Festa Maior em todos os sentidos. Ressuscitou o Senhor!

2.“Cheira a Páscoa. Há um perfume de alegria. Ressuscitou o Senhor. Aleluia”. De nada serviram os perfumes que as mulheres compraram (cf. Mc 16,1)e tinham preparado (cf. Lc 24,1), para embalsamar o corpo de Jesus. A Páscoa tem um cheiro novo! O fedor da corrupção da morte, do fermento velho do pecado, dá lugar ao perfume da liberdade, da vida vitoriosa. É o perfume do Paraíso, do jardim da nova criação, do amor mais forte que a morte! O bom odor de Cristo Ressuscitado exala por toda a parte e transforma ambientes poluídos e destruídos em primavera de um mundo recriado. Tal como a pessoa que amamos, quando se ausenta fisicamente, deixa ficar em nós o seu próprio odor, Jesus Ressuscitado deixa o perfume de uma presença invisível e real, uma presença que permanece, que não se confunde, mas se difunde por toda a terra. Eis o perfume da Páscoa. Esta é a Festa Maior em todos os sentidos. Ressuscitou o Senhor!

3.Escutai a novidade. Abri os olhos à surpresa. Esta é a festa maior. Ressuscitou o Senhor. Aleluia”. O Evangelho não nos pinta nem descreve o acontecimento da Ressurreição de Jesus, porque ele acontece no segredo mais íntimo do Amor, eterno e invisível, entre as três pessoas divinas. É um acontecimento que transcende o tempo e o espaço, é invisível aos nossos olhos, é indescritível para nós, não o podemos pintar ou representar. Eis porque só o olhar da fé, só os olhos abertos às surpresas de Deus, podem ver e reconhecer o Ressuscitado, ver germinar a vida onde parece dominar a morte, ver sinais da esperança onde tudo se julga perdido, ver a mão de Deus transformar vidas, no segredo do amor escondido. Esta eterna novidade só pode ser escutada, pelo que teve de ser primeiro anunciada pelo mensageiro divino: “Ressuscitou dos mortos” (Mt 28,7).Num mundo cheio do ruído das palavras ofensivas, das armas de destruição maciça, de tantas vítimas e de tantas mortes, escutemos a novidade maior da história: o mal não prevalece, a morte não tem a última palavra! O amor é sempre mais forte. Eis a beleza inefável da Páscoa. Esta é a Festa Maior em todos os sentidos. Ressuscitou o Senhor!

4.Tocai a Sua ferida. Saboreai o Seu amor. Faz sentido a vida. Ressuscitou o Senhor. Aleluia”. O Ressuscitado traz nas feridas as marcas da Cruz. Ele não as faz desaparecer em Si, para que as possamos tocar nos irmãos. Maria Madalena bem queria abraçar os pés de Jesus, para O deter e reter junto de si. Mas Jesus pede-lhe que não O toque; diz-lhe que ponha os pés ao caminho para levar aos discípulos o testemunho daquele encontro, que ela resume na exclamação da sua fé amorosa: “Vi o Senhor” (Jo 20,18). Agora, cabe-nos a nós, ver o Senhor e tocar com ternura as suas chagas nas feridas dos que sofrem, dos que choram, dos que estão sós, dos que perderam o gosto e alegria de viver. Saiamos pelas ruas e casas adentro, para dizer a todos: “Saboreai o Seu amor. Faz sentido a vida”. Eis o sabor da Páscoa. Esta é a Festa Maior. Ressuscitou o Senhor!

Irmãos e irmãs: Celebremos a Festa, reunidos em Eucaristia, com os pães ázimos da pureza e da verdade. Eis o dia da Páscoa gloriosa. Esta é a Festa Maior em todos os sentidos. Ressuscitou o Senhor!

 

HOMILIA NO DOMINGO DE PÁSCOA A 2026

–  forma mais breve sugerida para a Vigília Pascal –   inspirada no diálogo da Visita Pascal

1. A Páscoa é a Festa maior em todos os sentidos! Ressuscitou o Senhor! Eis o acontecimento absolutamente inesperado e inaudito, a maravilha maior de toda a história da Humanidade, de toda a história da nossa salvação: “Não está aqui. Ressuscitou, como disse”(Mt 28,6). A morte foi vencida. A Vida triunfou. A Ressurreição é obra de Deus. E, por isso, a notícia daquela manhã só podia vir do alto, de fora, como a luz da aurora; vem pela voz do Anjo: “Não está aqui. Ressuscitou, como disse”(Mt 28,6).  Eis a Boa Nova da Páscoa. Esta é a Festa Maior em todos os sentidos. Ressuscitou o Senhor!

2.“Cheira a Páscoa. Há um perfume de alegria. Ressuscitou o Senhor. Aleluia”. A Páscoa tem um cheiro novo! O fedor da corrupção da morte, do fermento velho do pecado, dá lugar ao perfume da liberdade, da vida vitoriosa. É o perfume do paraíso, do jardim da nova criação, do amor mais forte que a morte! Tal como a pessoa que amamos, quando se ausenta fisicamente, deixa ficar em nós o seu próprio odor, Jesus Ressuscitado deixa o perfume de uma presença invisível e real, uma presença que permanece, que não se confunde, mas se difunde por toda a terra. Eis o perfume da Páscoa. Esta é a Festa Maior em todos os sentidos. Ressuscitou o Senhor!

3.Escutai a novidade. Abri os olhos às surpresa. Esta é a festa maior. Ressuscitou o Senhor. Aleluia”. O Evangelho não nos pinta nem descreve o acontecimento da Ressurreição de Jesus. É um acontecimento invisível aos nossos olhos, indescritível para nós. Eis porque só o olhar da fé, só os olhos abertos às surpresas de Deus, podem ver e reconhecer o Ressuscitado, ver germinar a vida onde parece dominar a morte, ver sinais da esperança onde tudo se julga perdido, ver a mão de Deus transformar vidas, no segredo do amor escondido. Esta eterna novidade só pode ser escutada, pelo que teve de ser primeiro anunciada pelo mensageiro divino: “Ressuscitou dos mortos” (Mt 28,7).Uma vez ressuscitado dos mortos, Cristo já não pode morrer. A morte já não te domínio sobre Ele” (Rm 6,19)e sobre nós. Num mundo cheio do ruído das palavras ofensivas, das armas de destruição maciça, de tantas vítimas e de tantas mortes, escutemos a novidade maior da história: o mal não prevalece. A morte não tem a última palavra! O amor é sempre mais forte. Eis a beleza inefável da Páscoa. Esta é a Festa Maior em todos os sentidos. Ressuscitou o Senhor!

4.Tocai a Sua ferida. Saboreai o Seu amor. Faz sentido a vida. Ressuscitou o Senhor. Aleluia”. O Ressuscitado traz nas feridas as marcas da Cruz. Ele não as faz desaparecer em Si, para que as possamos tocar nos irmãos. Agora, cabe-nos a nós, ver o Senhor e tocar com ternura as suas chagas nas feridas dos que sofrem, dos que choram, dos que estão sós, dos que perderam o gosto e alegria de viver. Saiamos pelas ruas e casas adentro, para dizer a todos: “Saboreai o Seu amor. Faz sentido a vida”. Eis o sabor da Páscoa. Esta é a Festa Maior em todos os sentidos. Ressuscitou o Senhor!

Irmãos e irmãs: Eis o dia da Páscoa gloriosa. Esta é a Festa Maior em todos os sentidos. Ressuscitou o Senhor!

HOMILIA NA NOITE OU NO DOMINGO DE PÁSCOA A 2026

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1.Há odores de pessoas e perfumes que nunca mais esquecemos! Mesmo quando a pessoa já não está presente, o seu perfume permanece e, de algum modo, faz-nos sentir que ela ainda está ali. O perfume continua no ar, mesmo depois de quem o usou já ter saído de junto de nós. A Páscoa tem muito a ver com isto. Cristo, depois de “partir” deste mundo para o Pai, permanece no meio de nós: não como uma memória distante, mas como presença viva que atravessa o tempo. A Ressurreição não é ausência — é presença de um modo novo.

2.Na manhã de Páscoa, Maria Madalena vai ao sepulcro. Leva consigo aromas, perfumes — sinais de amor, mas também sinais de morte. Naquele tempo, perfumar um corpo era um gesto de despedida: era tentar conservar, por algum tempo, aquilo que inevitavelmente se perderia. Mas, ao chegar, tudo muda. O túmulo está vazio. O corpo não está lá. O perfume que ela levava já não faz sentido. Porque Jesus não é alguém que deixou apenas um “cheiro do passado”. Ele não é uma memória perfumada que se desvanece com o tempo.

3.Há pessoas que deixam um “bom perfume” na nossa vida: um gesto, uma palavra, uma memória bonita… Mas, por mais intenso que seja, esse perfume vai desaparecendo. Com Cristo é diferente. A Ressurreição diz-nos: Ele não deixou apenas um perfume… Ele permanece vivo. E, no entanto, há algo do perfume que nos ajuda a compreender a fé pascal: é que a presença de Cristo não é sempre visível, mas é real. Como o perfume: não se vê, mas sente-se. Não se agarra, mas envolve-nos. Assim é a Ressurreição: Cristo não está visível como antes, mas está realmente presente. A sua presença é discreta, mas eficaz — sente-se na fé, na paz interior, na transformação da vida. A Ressurreição faz mais do que recordar Jesus — torna-O presente. Não é só memória: é encontro vivo com Alguém que continua a agir.

4.Depois da Ressurreição, Jesus já não está como antes: não ocupa um lugar, não se deixa prender. Mas está presente de um modo novo: na Palavra que aquece o coração, na Eucaristia que alimenta, na comunidade reunida, nos pobres e nos que sofrem. É como um perfume que se espalha naturalmente, sem pedir licença, alcançando todos à sua volta. A Ressurreição também se difunde: a vida nova de Cristo não fica fechada no túmulo, nem num lugar, nem num povo. Espalha-se pelo mundo, chega a todos, transforma tudo. E nós somos chamados a tornar esse perfume presente no mundo. Como diz São Paulo: “Somos o bom odor de Cristo” (cf. 2 Cor 2,15).

5.Há vidas que deixam um perfume de Evangelho: gestos simples, palavras verdadeiras, amor concreto. Essas vidas tornam presente o Ressuscitado. Na manhã de Páscoa, Maria Madalena procurava um corpo para perfumar… e encontrou um Senhor vivo que transforma tudo. Cristo não ficou fechado no túmulo, nem se reduziu a uma lembrança perfumada. Ele vive. E a sua presença continua a envolver o mundo — como um perfume que não desaparece.

Peçamos nesta Páscoa: — que saibamos reconhecer a sua presença invisível, que nos deixemos envolver pelo seu amor, e que a nossa vida espalhe, por onde passa, o perfume da Ressurreição. Ressuscitou o Senhor. Aleluia!

 

 

 



 

 

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