Liturgia e Homilias no V Domingo da Páscoa A 2026
Destaque

Reunimo-nos para celebrar o 5.º domingo da Páscoa, neste 1.º domingo do mês de maio, que é também, em Portugal, o Dia da Mãe. Jesus põe a mesa e põe-nos à mesa com Ele. Nesta Casa e nesta mesa, como um dia no céu, Jesus tem reservado para cada um o seu lugar. Ao partir deste mundo, Jesus apresenta-Se aos discípulos como Caminho para o Pai.  Não fazemos este caminho sozinhos. Neste mês de Maria, a Mãe «mostra-nos o caminho» para Jesus. Maria é «o sinal» do Caminho. Por Maria, chegamos a Jesus e por Jesus chegaremos ao Pai. Preparemos então o nosso coração para esta Festa da Eucaristia, que é, por definição, “ação de graças”: “Que a celebração de mais um Dia da Mãe junte, em coro, as nossas vozes para manifestarmos todo o amor e gratidão para com as nossas mães” (Mensagem da Comissão Episcopal da Família, Dia da Mãe 2026)!

HOMILIA NO V DOMINGO DA PÁSCOA A 2026 – DIA DA MÃE

1.“Aproximai-vos do Senhor, que é a pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus” (1 Pe 2,4). Mais uma vez, somos desafiados a desenvolver a nossa relação íntima, pessoal e vital, com Cristo. Ao aproximarmo-nos de Cristo, «Pedra viva», não nos encontraremos, em primeiro lugar, com uma ideia, um discurso, uma moral, mas com uma Pessoa, com um Cristo vivo, “que dá à nossa vida um novo horizonte e um rumo decisivo” (cfr. DCE 1). Ele mesmo Se nos propõe hoje como Caminho, Verdade e Vida: Caminho, que nos conduz ao Pai; Verdade, que nos revela o verdadeiro rosto do Pai; Vida, que nos faz participantes da Vida em abundância, que brota do seio do Pai. Num mundo, tantas vezes marcado pela incerteza, pela dúvida e pelo medo, Jesus não nos deixa perdidos na confusão. Ele é o Caminho, com saída feliz, direção segura, que orienta cada passo da nossa vida!

2.Só nesta comunhão íntima, pessoal e vital com Cristo, Pedra Viva, é que nos tornaremos «pedras vivas» na construção da Igreja, Templo espiritual. Sem esta aproximação a Cristo, não seremos capazes de fazer as obras que Cristo faz nem de fazer obras maiores do que Ele; corremos sim o risco, de trabalhar em vão na Igreja, de «trabalharmos para Deus», sem realizarmos as obras de Deus; de trabalharmos para Deus, sem fazermos o que Deus quer. Assentemos a construção da nossa Vida e a edificação da Igreja, sobre esta «Pedra angular», que é Cristo! Sem Ele, nada podemos fazer (cf. Jo 15,5).

3.Nesta aproximação a Cristo, quem nos poderá indicar o Caminho?! Maria é aquela que nos indica o Caminho, Aquela que mostra com a mão o caminho até ao Seu Filho Jesus Cristo, no seu regaço. Maria, depois do seu sim, «pôs-se a caminho» (Lc 2,39)e fez de toda a sua vida um caminho no seguimento fiel de Jesus, até à Cruz, tornando-se a primeira e a mais perfeita discípula de Cristo.

4.Eis porque não caminhamos órfãos e sozinhos, no seguimento fiel de Cristo. “Na Cruz, Cristo entrega-nos a Maria e deste modo conduz-nos a Ela, porque não quer que caminhemos sem uma Mãe” (MPF 76; EG 285). “Maria quer sempre caminhar connosco, estar perto, ajudar-nos com a sua intercessão e o seu amor (…). Movida por uma ternura amorosa, Maria caminha no meio de seu Povo e cuida das suas angústias e vicissitudes” (Papa Francisco; MPF, 76). Especialmente, os pobres e “os povos sofredores reconhecem que Maria caminha com eles, lado a lado, e por isso recorrem a Ela, sua Mãe, implorando ajuda” (MPF 76; RM 35). Como fazem as mães, Maria passa a nossa frente no caminho! Ela intui e adivinha aquilo de que necessitamos e prepara-o para nós, de modo tão discreto, que nem percebemos, como aconteceu nas bodas de Caná. Desde essa Hora, Maria sempre nos diz «fazei o que Jesus vos disser» (Jo 2,5). Maria indica, com ternura e firmeza, o Caminho. Ela é a grande seta que aponta para Cristo!

5.Neste Dia da Mãe, podemos reconhecer a missão de Maria, nas nossas mães. As mães são para nós as primeiras guias, que Deus colocou no caminho da vida e da fé. Missão que as mães realizam com gestos simples, palavras sábias, amor silencioso. Sem se darem conta, as mães são, à imagem de Maria, setas vivas, que apontam para Cristo! No seu trabalho discreto e humilde, silencioso e quotidiano, de coração atento a quem mais precisa, no seu martírio materno de uma vida sacrificada todos os dias, as mães ensinam-nos também a edificar a Igreja, com o trabalho do amor, silenciosamente, sem protagonismos, sem esperar a recompensa do aplauso público! No meio das discussões, das guerras e conflitos, que atravessam hoje tantas famílias e as relações entre os povos, as Mães são verdadeiras «afinadoras de corações»: com as suas mãos benignas, tornam-se artesãs de paz, de reconciliação e de fraternidade entre os seus filhos. Confiemos, pois, as nossas Mães e nós próprios, a Maria, nossa Mãe, Aquela que nos indica o caminho. Por Maria a Jesus, percorramos juntos um caminho de Luz! 

 

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