Paróquia Senhora da Hora
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Um dos principais lugares de partilha em família é certamente a mesa, durante as refeições. Este pode ser um primeiro momento para rezar juntos em família, agradecendo ao Senhor pelo que foi recebido e rezando pelos mais necessitados. Desta forma, podemos aprende que o pão de cada dia, que pedimos com a oração do Pai Nosso, não é apenas um conceito abstrato, mas um pedido muito concreto que fazemos como filhos ao Pai Celeste.
Em meio de agosto, vivamos, como Maria, «ao gosto de Deus»: com os pés assentes na terra e os olhos do coração voltados para o Céu. Que o eclipse extraordinário não nos faça esquecer a beleza escondida das surpresas de cada dia. O Sol está sempre lá; a Luz de Deus permanece, apesar das sombras negras da história. Mesmo quando não a vemos, essa Luz continua a brilhar, a arder e a iluminar a nossa esperança. Maria é, neste caminho que percorremos juntos, a Estrela que nos guia da Terra ao Céu.
Para formar, reformar e transformar a diocese do Porto, o Sínodo Diocesano avança com um logotipo de comunhão, escuta e corresponsabilidade onde pontificam a rede e a cruz. A criatividade tem a qualidade de João Lopes Cardoso.
A Paróquia da Senhora da Hora integra, no âmbito da medida Contrato Emprego-Inserção para Pessoas com Deficiência e Incapacidade, uma pessoa com deficiência e incapacidade, que desempenha funções de apoio administrativo e atendimento na Secretaria Paroquial, contribuindo para o funcionamento dos serviços da comunidade, com o apoio do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I.P. (IEFP).
O direito ao descanso, que é devido ao pároco, ao secretário paroquial e a todos os colaboradores pastorais, aliado à grande mobilidade de pessoas no mês de agosto, com reflexos na menor procura dos serviços de secretaria, aconselham-nos uma reformulação dos horários das secretarias paroquiais no mês de agosto.
Tendo em conta a forte mobilidade humana do mês de agosto, que reduz significativamente a participação dos féis nas nossas assembleias eucarísticas; tendo em a necessidade de descanso do pároco e dos que exercem ministérios litúrgicos, essenciais à digna celebração da Eucaristia, propomos um ritmo diferente para os dias e horários das Missas neste mês.
Depois da Assunção, somos convocados, neste domingo, a louvar e a engrandecer a fé de uma outra mulher, desta vez estrangeira, libanesa e pagã. É um belo testemunho de fé de uma estrangeira, nesta conclusão da Semana das Migrações. O Senhor desafia-nos a acolher e a escutar o grito dos mais pobres, dos excluídos e dos estrangeiros, para que a família, a Igreja e o mundo se tornem verdadeira Casa comum para todos os povos (cf. 1.ª leitura), para todos os filhos de Deus que andam dispersos. Que esta Igreja seja uma Mãe de coração aberto para todos os que queiram entrar e encontrar o seu lugar. Confiemo-nos desde já ao Senhor, que usa de misericórdia para com todos (cf. 2.ª leitura).
Passou o eclipse do sol. Veio a chuva de estrelas. E os nossos olhos «ao gosto de Deus» abrem-se para o alto, para a glória, para a eternidade. Da Transfiguração à Assunção, somos desafiados a alargar até ao céu o horizonte do nosso olhar de esperança. Elevada ao Céu em corpo e alma, Maria, com a Luz debaixo dos pés, reflete a Luz da Páscoa, que recebe de Cristo. Maria ensina-nos a viver ao gosto de Deus, com os pés na terra e os olhos postos no Céu.
Em pleno mês de agosto, a Liturgia da Palavra conduz-nos ao monte de Deus, o Horeb, e ao mar da Galileia. No monte, refúgio do profeta Elias, procuramos a paz e a serenidade no meio do vento, do fogo e do terramoto que o sacodem, abalam e consomem. Só uma brisa suave lhe devolve a confiança na presença de Deus, que está perto dos corações atribulados, dos migrantes e refugiados e dos que deixam a sua terra para encontrar o seu lugar no mundo. No mar, os discípulos, depois da festa dos pães, são surpreendidos por uma tempestade e desafiados a vencer o medo. Façamos desta Eucaristia um encontro sereno, no qual o Senhor nos chama à Sua presença e à intimidade com Ele, pois prefere a mansidão misericordiosa ao tumulto do aparato e da violência.
Entramos a gosto, nesta Casa, para nos sentarmos à mesa com Jesus. Somos uma comunidade unida e reunida, à volta do Pão da Palavra e da Eucaristia, porque nem só do pão de cada dia vivemos. O Evangelho de hoje, do Pão partido e repartido, remete-nos para os gestos eucarísticos fundamentais de Jesus, que tomou o pão, deu graças, partiu-o e deixou-o distribuir pela multidão! Deixemos o barulho da cidade e arranjemos um lugar deserto, no nosso coração, para Jesus vir até nós e estar connosco. A Palavra de Deus interpela-nos a saciar a nossa fome mais profunda: a fome de Deus, a fome do Pão da Vida, que nos sacia para a vida eterna!
Este é um domingo para sonhar e invocar a sabedoria, para pedir a Deus um coração inteligente, capaz de escutar, discernir e decidir com justiça. A sabedoria é a arte de se orientar bem na vida, a arte de quem governa a própria vida segundo o desígnio de Deus. Esta Sabedoria encarnou em Jesus Cristo e revela-Se nas suas parábolas. Elas desafiam-nos à sabedoria de deixar tudo com alegria, por aquilo que valha mesmo a pena: o tesouro escondido e a pérola preciosa do reino dos Céus. E, neste dia 26 de julho, como não recordar os nossos avós, verdadeira reserva de sabedoria? Eles são as nossas raízes, a nossa memória, o nosso tesouro e o nosso futuro. Dêmos graças a Deus pelos nossos avós e rezemos por eles, para que eles nos ensinem a sabedoria do coração. E sintam, na nossa escuta, proximidade e cuidado a certeza da promessa do Senhor, que diz a cada um “Eu nunca te esquecerei” (Is 49,15).
Continuamos com Jesus, à beira-mar, a desfiar parábolas, que nos adentram nos mistérios do Reino de Deus. São mais três parábolas: a do trigo e do joio, que realça a paciência do Semeador e a concorrência do Maligno; a do grão de mostarda, que manifesta a grandeza escondida no que há de mais pequenino e humilde; e a do fermento na massa, que nos exorta a levedar o mundo com a força inerme do Evangelho. Hoje ficaremos apenas pela primeira parábola. Não tenhamos pressa em colher, mas paciência no semear! Esta parece ser a mensagem da Palavra, que hoje vamos escutar. Confiemo-nos, desde já, à paciência indulgente de Deus, que nos julga com mansidão e bondade.
A nossa missão
Palavras que nos guiam



















