Paróquia Senhora da Hora
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Para formar, reformar e transformar a diocese do Porto, o Sínodo Diocesano avança com um logotipo de comunhão, escuta e corresponsabilidade onde pontificam a rede e a cruz. A criatividade tem a qualidade de João Lopes Cardoso.
Este mês, para ser a(o)gosto de Deus, devia ser um tempo de silêncio interior e exterior, sem renitência à penitência, que nos convoque para estar simplesmente, em saída de nós mesmos, permanecendo à espera que o Senhor passe e nos fale, sem dizer palavra. Muitas vezes encontramo-nos diante do silêncio de Deus, experimentamos quase um sentido de abandono, parece-nos que Deus não ouve e não responde. Mas este silêncio de Deus não marca a sua ausência.
A Paróquia da Senhora da Hora integra, no âmbito da medida Contrato Emprego-Inserção para Pessoas com Deficiência e Incapacidade, uma pessoa com deficiência e incapacidade, que desempenha funções de apoio administrativo e atendimento na Secretaria Paroquial, contribuindo para o funcionamento dos serviços da comunidade, com o apoio do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I.P. (IEFP).
O direito ao descanso, que é devido ao pároco, ao secretário paroquial e a todos os colaboradores pastorais, aliado à grande mobilidade de pessoas no mês de agosto, com reflexos na menor procura dos serviços de secretaria, aconselham-nos uma reformulação dos horários das secretarias paroquiais no mês de agosto.
Tendo em conta a forte mobilidade humana do mês de agosto, que reduz significativamente a participação dos féis nas nossas assembleias eucarísticas; tendo em a necessidade de descanso do pároco e dos que exercem ministérios litúrgicos, essenciais à digna celebração da Eucaristia, propomos um ritmo diferente para os dias e horários das Missas neste mês.
Encontro decorreu na Paróquia de Nossa Senhora da Hora, em Matosinhos, e reuniu fiéis e entidades diplomáticas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.
Em pleno mês de agosto, a Liturgia da Palavra conduz-nos ao monte de Deus, o Horeb, e ao mar da Galileia. No monte, refúgio do profeta Elias, procuramos a paz e a serenidade no meio do vento, do fogo e do terramoto que o sacodem, abalam e consomem. Só uma brisa suave lhe devolve a confiança na presença de Deus, que está perto dos corações atribulados, dos migrantes e refugiados e dos que deixam a sua terra para encontrar o seu lugar no mundo. No mar, os discípulos, depois da festa dos pães, são surpreendidos por uma tempestade e desafiados a vencer o medo. Façamos desta Eucaristia um encontro sereno, no qual o Senhor nos chama à Sua presença e à intimidade com Ele, pois prefere a mansidão misericordiosa ao tumulto do aparato e da violência.
Entramos a gosto, nesta Casa, para nos sentarmos à mesa com Jesus. Somos uma comunidade unida e reunida, à volta do Pão da Palavra e da Eucaristia, porque nem só do pão de cada dia vivemos. O Evangelho de hoje, do Pão partido e repartido, remete-nos para os gestos eucarísticos fundamentais de Jesus, que tomou o pão, deu graças, partiu-o e deixou-o distribuir pela multidão! Deixemos o barulho da cidade e arranjemos um lugar deserto, no nosso coração, para Jesus vir até nós e estar connosco. A Palavra de Deus interpela-nos a saciar a nossa fome mais profunda: a fome de Deus, a fome do Pão da Vida, que nos sacia para a vida eterna!
Este é um domingo para sonhar e invocar a sabedoria, para pedir a Deus um coração inteligente, capaz de escutar, discernir e decidir com justiça. A sabedoria é a arte de se orientar bem na vida, a arte de quem governa a própria vida segundo o desígnio de Deus. Esta Sabedoria encarnou em Jesus Cristo e revela-Se nas suas parábolas. Elas desafiam-nos à sabedoria de deixar tudo com alegria, por aquilo que valha mesmo a pena: o tesouro escondido e a pérola preciosa do reino dos Céus. E, neste dia 26 de julho, como não recordar os nossos avós, verdadeira reserva de sabedoria? Eles são as nossas raízes, a nossa memória, o nosso tesouro e o nosso futuro. Dêmos graças a Deus pelos nossos avós e rezemos por eles, para que eles nos ensinem a sabedoria do coração. E sintam, na nossa escuta, proximidade e cuidado a certeza da promessa do Senhor, que diz a cada um “Eu nunca te esquecerei” (Is 49,15).
Continuamos com Jesus, à beira-mar, a desfiar parábolas, que nos adentram nos mistérios do Reino de Deus. São mais três parábolas: a do trigo e do joio, que realça a paciência do Semeador e a concorrência do Maligno; a do grão de mostarda, que manifesta a grandeza escondida no que há de mais pequenino e humilde; e a do fermento na massa, que nos exorta a levedar o mundo com a força inerme do Evangelho. Hoje ficaremos apenas pela primeira parábola. Não tenhamos pressa em colher, mas paciência no semear! Esta parece ser a mensagem da Palavra, que hoje vamos escutar. Confiemo-nos, desde já, à paciência indulgente de Deus, que nos julga com mansidão e bondade.
O tempo do verão e das férias permite-nos saborear a beleza e a riqueza da Criação. À beira-mar ou no alto da montanha, à sombra de uma árvore ou de sol a sol por entre as searas, os céus e a Terra proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos. Somos desafiados a abrir o livro da Natureza, com as mãos de um jardineiro e o coração de um poeta. Procuremos, desde já, desimpedir do terreno do nosso coração tudo o que impeça de deixar frutificar a boa semente da Palavra e do Reino de Deus.
“Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei”! Viemos até Ele, em resposta ao Seu convite! Sob o peso da nossa fragilidade, mas também na leveza da graça, que nos salva. Na alegria deste encontro com o Senhor, à volta da Sua mesa, confiemo-nos, desde já, à Sua misericórdia, para encontrarmos n’Ele a mansidão do coração, o refúgio sereno e a paz verdadeira.
A nossa missão
Palavras que nos guiam



















