Paróquia Senhora da hora
Notícias & Artigos
A secção de Notícias & Artigos reúne informações atualizadas sobre a vida da paróquia, bem como reflexões, textos formativos e conteúdos de interesse para a comunidade.
Liturgia e Homilias no XIX Domingo Comum A 2026

Cf. Papa Francisco, ANGELUS, 13 de agosto de 2023
Pároco ausente - Sugestão de texto de inspiração para a Homilia
1. Jesus, à noite, caminha sobre as águas do mar da Galileia, para ir ao encontro dos discípulos, que faziam a travessia num barco (cf. Mt 14, 22-33) […] Por detrás deste caminhar sobre as águas, há uma mensagem. Naquele tempo, as grandes extensões de água eram consideradas o lugar profundo de forças malignas, que não podiam ser dominadas pelo homem; especialmente quando agitadas pela tempestade, os abismos eram símbolo do caos e lembravam as trevas do mundo subterrâneo. Naquele momento, os discípulos encontram-se no meio do lago, na escuridão: neles há o medo de afundar, de serem absorvidos pelo mal. E eis que surge Jesus, que caminha sobre as águas, isto é, caminha sobre as forças do mal. E diz aos seus: «Coragem, sou eu, não tenhais medo!» (v. 27).
2. Tudo isto é uma mensagem que Jesus nos transmite. Eis o significado do sinal: os poderes malignos, que nos assustam e que não conseguimos dominar, com Jesus são imediatamente redimensionados. Ele, caminhando sobre as águas, quer dizer-nos: “Não tenhais medo, eu ponho os vossos inimigos debaixo dos pés” - bela mensagem: “ponho os vossos inimigos debaixo dos pés” – não as pessoas! – não são elas os inimigos. Os inimigos são o medo, a morte, o pecado, o mal, o diabo. E Jesus esmaga esses inimigos por nós.
3. Cristo repete hoje a cada um de nós: “Coragem, sou eu, não tenhais medo!”. Coragem, pois eu estou aqui, porque já não estás sozinho nas águas agitadas da vida. Então, o que fazer quando nos encontramos em alto mar e à mercê de ventos contrários? O que fazer no medo, que é um mar aberto, quando só vemos escuridão e nos sentimos perdidos? Devemos fazer duas coisas, que no Evangelho os discípulos fazem. O que fazem os discípulos?
4. Os discípulos invocam e acolhem Jesus. Nos momentos piores, mais escuros, mais tempestuosos, devemos invocar Jesus e acolher Jesus. Pedro caminha um pouco sobre as águas em direção de Jesus, mas depois tem medo, afunda e grita: «Senhor, salva-me!» (v. 30). Invoca Jesus, chama por Jesus. Esta oração é bonita, exprime a certeza de que o Senhor pode salvar-nos, que Ele vence o nosso mal e os nossos medos. Convido-vos a repeti-la agora todos juntos: «Senhor, salva-me! Juntos, três vezes: Senhor salva-me, Senhor salva-me, Senhor salva-me!
5. E depois os discípulos acolhem Jesus no barco. O texto diz que, logo que ele entra a bordo, «o vento cessou» (v. 32). O Senhor sabe que a barca da vida, assim como a barca da Igreja, está ameaçada por ventos contrários e que o mar no qual navegamos é muitas vezes agitado. Ele não nos livra do cansaço da navegação, pelo contrário convida-nos a enfrentar as dificuldades, para que também elas se tornem lugares de salvação, porque Jesus as vence, tornam-se oportunidades de encontro com Ele. De facto, nos nossos momentos de escuridão Ele vem ao nosso encontro, pedindo para ser acolhido, como naquela noite no lago.
6. Perguntemo-nos então: nos medos, nas dificuldades, como me comporto? Vou em frente sozinho, com as minhas forças, ou invoco o Senhor com confiança? E como está a minha fé? Acredito que Cristo é mais forte do que as ondas e os ventos adversos? Mas sobretudo: navego com Ele? Acolho-O, dou-Lhe lugar no barco da minha vida - nunca sozinho, sempre com Jesus - confio-Lhe o leme?
Maria, Mãe de Jesus, Estrela do Mar, ajuda-nos a procurar, nas travessias escuras, a luz de Jesus!
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