Paróquia Senhora da hora

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Liturgia e Homilias no XXIX Domingo Comum A 2026

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HOMILIA NO XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM A 2026

«Recordamos a atividade da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo» (1 Ts 1,2-3). São Paulo deixa-nos, numa só frase, um programa inteiro de vida cristã: uma fé ativa, uma esperança firme e uma caridade esforçada. São três graças, três virtudes “teologais”, porque nos vêm de Deus e nos levam e elevam até Deus; é um tripé perfeito: em cada umas das três estão as outras duas, porque uma graça nunca vem só!

1. A fé é a primeira virtude! A fé é o ato pelo qual a pessoa humana se abandona e entrega livremente às mãos de Deus (cf. CIC 1814; DV 5). A fé não é possuir todas as respostas para tudo: é confiar n’Aquele Deus vivo, que nos chama, e entregar-se inteiramente a Ele, sem medo nem reservas. Pela fé, confio-me às mãos d’Aquele me criou e me salvou, por amor! No princípio da fé cristã não está nem a descoberta de uma grande ideia, nem uma grande decisão moral: está o encontro com Jesus Cristo, que dá à vida um horizonte novo e um rumo decisivo (cf. DCE1). A fé cristã brota sempre deste encontro pessoal e vital com Cristo e, por isso, implica deixar-se primeiro encontrar por Cristo, deixar-se formar, conformar e transformar por Ele, até ao ponto de poder dizer com verdade «já não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim» (Gl 2,20). Nessa medida, ser cristão não é apenas aceitar uma doutrina, uma moral, ou conservar um velho hábito religioso. A fé é este vínculo vivo entre mim e o Senhor, que então se torna o único senhor da minha vida. E não há outro! Quando este Cristo se torna uma presença viva, inspira e modela todas as nossas decisões diárias, na família, no trabalho, nas relações humanas e sociais. Quem tem fé é habitado por uma força que não é apenas humana, que nos surpreende com a possibilidade do impossível! É esta a tal fé ativa, uma fé que mexe por dentro e por fora toda a nossa vida, uma fé praticante! A fé sem obras está morta (Tg 2,26).

2. Depois, vem a esperança. É «a virtude teologal pela qual desejamos o Reino dos céus e a vida eterna como nossa felicidade, pondo toda a nossa confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos não nas nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo» (CIC, n. 1817). Esperar não é pensar que tudo correrá como queremos. É confiar que Deus não abandona a obra das suas mãos, está connosco, aconteça o que acontecer. Porque Cristo sofreu, morreu e ressuscitou, nenhum sofrimento, nenhuma derrota e nenhuma morte têm a última palavra. A esperança torna-nos pacientes na tribulação, faz-nos verdadeiros «tecelões do bem»: não nos deixa desistir da semente por ainda não vermos o fruto. É a pequena esperança, a menina a menina que anda de mãos dadas a fé e à caridade e puxa por ambas. Se a esperança parar, tudo pára! Não deixemos, pois, que nos roubem a esperança!

3. Chegamos à caridade, a maior das três virtudes. A caridade permite-nos amar o próximo como Deus ama. A caridade leva e eleva o amor, até onde humanamente, só pelos nossos sentimentos, não chegaríamos: aos pobres, a quem não agradece, a quem não nos ama e até aos inimigos. Este amor que abençoa quem amaldiçoa e faz o bem sem esperar recompensa, é dom de Deus, é obra do Espírito Santo. É um amor concreto, que se esforça por amar a todos e até ao fim. Compreendemos então o «esforço da caridade», elogiado por Paulo. Porque a caridade dá que fazer, amar dá trabalho. A caridade são se pergunta sobre «o que sinto?» mas interroga-se: «que bem posso ainda fazer?». No fim da vida, não seremos julgados por um amor genérico, sentimental, mas pelo amor gratuito e concreto aos mais pequeninos.

Peçamos ao Senhor estas três graças: uma fé ativa, uma esperança firme e uma caridade esforçada. São três, como a trindade. Onde está uma estão as outras. Porque uma graça nunca vem só!

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Liturgia e Homilias no XXIX Domingo Comum A 2026

Homilia para a Missa com catequese - reformulada

Página dos leitores no XXIX Domingo Comum A 2026

Oração de bênção da mesa - XXIX Domingo Comum A 2026– modo Facebook

Oração de bênção da mesa - XXIX Domingo Comum A 2026– modo site

Folha interparoquial | N.º 130 | 11.10.2026

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1

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2

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3

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4

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“Eu vim para servir e não para ser servido.” — Jesus Cristo

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