Paróquia Senhora da hora
Notícias & Artigos
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Liturgia e Homilias no XII Domingo Comum A 2026

Homilia no XII Domingo Comum A 2026
1. “O Senhor está comigo como herói poderoso” (Jr 20,11), confessa Jeremias, o profeta-menino, que não tem um nome conhecido como o de um jogador de futebol! Os rostos dos grandes heróis do Campeonato do Mundo de Futebol, pelo contrário, estão estampados, em memoráveis coleções de cromos! Os heróis em campo são vistos como uma espécie de super-homens, ganhadores, figuras incríveis e invencíveis. Projetamos neles os nossos desejos de grandeza, de vitória, de sucesso, de poder, de dinheiro, de glória, de fama. No Top + dos ídolos da bola, figuram os vencedores e não os perdedores, os fortes e não os frágeis. Mas quando o jogo da vida nos inflige uma queda, uma derrota, o sofrimento, a humilhação, a perseguição, a crise, a doença, ou mesmo a morte, qual destes heróis em campo nos poderá levantar do chão? Jeremias é perseguido dentro e fora de campo, por todos os lados! E quem é o seu herói, nesta luta? Ele confessa: “O Senhor está comigo como herói poderoso”. Vem daí toda a sua força e a sua confiança na vitória. Esta é a razão por que não tem medo: a sua confiança inabalável no Senhor. É Ele o seu poderoso Herói!
2. Os heróis deste mundo, sejam do mundo da ficção, do espetáculo ou do desporto, da terra ou do mar, não serão eles a imagem perfeita da nossa ilusão e, por isso mesmo, a causa mais próxima da nossa deceção? Na era da inteligência artificial, não vivemos, por exemplo, a ilusão ingénua de uma técnica que supere toda a capacidade humana? Não alimentamos em nós o sonho de um homem, autónomo e autómato, produzido «ex-machina», que leve a espécie humana a um aperfeiçoamento total, sem limites, liberta de toda a fragilidade (cf. MH 12)?
3. Vejamos como desapareceram do mapa e das decorações das nossas casas, as imagens de Cristo, dos apóstolos, dos mártires, dos santos, dos heróis de amar, para dar lugar a heróis, com pés de barro, ou pés na bola? Não fará falta recolocarmos na parede do quarto das nossas crianças e jovens, a imagem do Crucifixo, deste Deus feito homem, ferido, vulnerável, perseguido até à morte? Não Se identifica Ele mais que todos os heróis com as nossas fraquezas? Não é Ele mais encorajador, para a nossa luta diária, do que os heróis vendidos e passageiros do sucesso imediato?!
4. Na verdade, sejamos sinceros: para a nossa cultura do bem-estar, Jesus é o anti-herói. Ele não se valeu da grandeza da sua condição divina ou dos seus títulos de glória, mas morreu e deu a vida por nós, desfigurado na Cruz, para que pudéssemos encontrar n’Ele a vida nova, a vida em abundância, que nem a morte nos pode tirar! O Crucificado, elevado na Cruz, não é herói do mar, mas ensina-nos – bem ao contrário das promessas do progresso tecnológico – que a grandeza da nossa humanidade está em amar, não está em suprimir a nossa fragilidade, como um erro, um defeito de marca. Crescemos muito em humanidade, na aceitação amorosa e no cuidado recíproco da nossa fragilidade humana comum! Não serão, por certo, as capacidades mecânicas de um qualquer super-homem, que tornarão o ser humano maior! Não. Essa humanidade ferida pelo pecado, que desejamos reencontrar, está noutro lugar, não está em qualquer paraíso artificial! A Humanidade será sempre maior, na sua vulnerabilidade, na dependência amorosa e extremosa do cuidado de cada um por outrem. Em Jesus, medida do Homem novo, do Homem na sua plenitude, a nossa magnífica humanidade não se encontra no homem de sucesso, invencível e inquebrável, mas na pessoa humana vulnerável, frágil, exposta à indigência e à correspondência do amor, que se faz proximidade, atenção e cuidado do próximo.
5. Em tempo de festivo Campeonato Mundial de Futebol, aprendamos as boas lições do desporto: a competir e a perder sem odiar, a ganhar sem humilhar, a perder sem se perder e a levantarmo-nos depois de cairmos. Mas vale a pena interrogarmo-nos sobre que heróis nos podem hoje ensinar, que no jogo da vida perder é ganhar? Neste Campeonato somos todos heróis do mar! Mas Cristo é para nós o único e poderoso Herói, o Herói de amar!
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Liturgia e Homilias no XII Domingo Comum A 2026
Página dos leitores no XII Domingo Comum A 2026
Página dos leitores no XII Domingo Comum A 2026 – Missa com catequese
Guião da Festa da Eucaristia com batismos - XII Domingo Comum A 2026 – Senhora da Hora
Guião da Festa da Eucaristia com batismos - XII Domingo Comum A 2026 – Guifões
Homilia na Festa da Eucaristia com Batismos – XII Domingo Comum A 2026
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