Paróquia Senhora da hora

Notícias & Artigos

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Liturgia e Homilias no XXVI Domingo Comum A 2026

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Homilia no XXVI Domingo do Tempo Comum A 2026

 

Dizer, fazer e sentir: três verbos que se conjugam no presente e nos desafiam a uma vida cristã coerente e consequente! Conjuguemos os três verbos!

 

1. Primeiro verbo: dizer. O Pai diz a cada um: «Filho, vai hoje trabalhar na vinha»! O Pai não pede um discurso. Pede uma resposta. Os dois filhos dão respostas diferentes. Um diz «não», mas arrepende-se, vai e faz. O outro diz «sim», mas fica e não faz. Este é o perigo que pode minar a nossa relação com Deus: uma fé ritualista, declamatória, feita de «améns», ritos, rezas, cânticos e palavras piedosas. Mas, quanto a factos, nada feito. É a fé que dá o dito por não dito. Uma fé de fachada: diz e promete, mas não faz nem se compromete. Quantas vezes temos sempre o credo na boca, mas os pés atados e as mãos nos bolsos! Este é o filho que diz sim, mas não faz como diz!  

 

2. Segundo verbo: fazer! Jesus é claro na pergunta: «Qual dos dois fez a vontade do pai?» Não pergunta quem falou melhor. Pergunta quem fez. A fé é operativa. Fazer a vontade de Deus é dizer um «sim», com os pés em caminho largo, em resposta àquele «vai», sempre prontos a caminhar; dizer sim implica dizê-lo com as mãos abertas, sempre prontos a trabalhar. Não basta amar a Igreja em teoria. É preciso servir o Reino de Deus, de modo muito concreto: na catequese, na liturgia, na caridade, na visita aos doentes e sós, no cuidado dos frágeis, na transformação do nosso mundo familiar, escolar, social, cultural. Onde houver vida a cuidar, alegria a partilhar e bem a fazer, aí está o trabalho da vinha do Senhor. Quem não puder trabalhar com as mãos, em ação, pode fazê-lo com as mãos erguidas em oração! Quem cuida de alguém em casa já está a trabalhar no coração da vinha. Este é o filho, que se converte do não e faz a vontade do Pai. 

 

3. Terceiro verbo: sentir! Dizer e fazer é coerência necessária. Mas ainda não chega. São Paulo pede-nos mais e aponta-nos o exemplo do verdadeiro Filho: «Tende entre vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus». Depois da boca e das mãos, Deus pede-nos um coração filial e fraterno: um coração de filho e, por isso, de irmão. Não basta fazer muitas coisas, ser ativo. É preciso sentir e consentir na vontade de Deus. Interroga-te, sobre o teu trabalho na vinha do Senhor, dentro e fora da Igreja. Com que espírito o faço? Para aparecer, mandar, vencer, receber aplausos? Podes estar bem ativo dentro da vinha do Senhor, mas longe do coração do Pai. Lembremo-nos: não trabalhamos para um patrão dominador. Não somos escravos ou assalariados; somos filhos, a cuidar da herança do Pai. E, porque somos filhos do mesmo Pai, somos irmãos que aprendem a ir juntos, a trabalhar juntos, animados pelos mesmos sentimentos de Cristo: a obediência filial, a humildade serviçal, a entrega sem medida. Este são os sentimentos do coração no trabalho da vinha: não a competição, mas a comunhão; não a concorrência, mas a corresponsabilidade; não a rivalidade, mas a fraternidade. De pouco nos vale fazer muito na Igreja ou pelos outros, se não o fazemos em comunhão. Sem comunhão, não há missão. Em tudo o que dizemos e fazemos, tenhamos os mesmos sentimentos de Cristo Jesus.

 

4. O tempo dos verbos: hoje. O Pai diz a cada filho: «vai hoje». Não diz: «recorda o que fizeste ontem». É muito comum ouvirmos: «fui batizado»; «fiz a Primeira Comunhão»; «fiz a Profissão de Fé»; «fui catequista»; «dei muitos anos à casa». Ora, a vindima do ano passado não enche os cestos deste ano! A pergunta é: «Que estou disposto a fazer hoje?» Hoje, com esta idade, com esta saúde, com o tempo e os dons que tenho hoje, o que posso eu fazer hoje?… Os verbos dizer e fazer e sentir conjugam-se sempre no presente!

 

5. Irmãos e irmãs: no início de um novo ano pastoral, a cada um, o Senhor diz: «Filho, vai hoje trabalhar na vinha». Diz que vais. E vai já. Faz como dizes. E fá-lo hoje. Com os sentimentos de Cristo, em comunhão, numa só alma e num só coração! “Cessem as palavras e falem as obras” (Sto. António).

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Liturgia e Homilias no XXVI Domingo Comum A 2026

Página dos leitores no XXVI Domingo Comum A 2026

Página dos leitores no XXVI Domingo Comum A 2026 – SDL Porto

Oração de bênção da mesa - XXVI Domingo Comum A 2026 – modo Facebook

Oração de bênção da mesa - XXVI Domingo Comum A 2026 – modo site

Folha interparoquial | N.º 127 | 27.09.2026

 

A nossa missão

Palavras que nos guiam

1

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“Quem tem ouvidos, ouça.” - Jesus Cristo

2

Acolher

“Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.” - Jesus Cristo.

3

Caminhar juntos

“Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles.” — Jesus Cristo

4

Servir

“Eu vim para servir e não para ser servido.” — Jesus Cristo

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