Caminhada Diocesana da Quaresma à Páscoa 2024
Destaque

A caminhada pastoral proposta pela Diocese do Porto

para o caminho da Quaresma à Páscoa está em estreita ligação

com a temática anual do nosso Plano Pastoral Diocesano

e em continuidade e sintonia com a proposta anterior

da caminhada do Advento ao Batismo do Senhor".

 

No tempo que vai da Quaresma à Páscoa,

ressoa o convite de Jesus aos discípulos,

logo depois do terceiro anúncio

da Sua Paixão, Morte e Ressurreição:

Eis que subimos a Jerusalém” (Mt 20,18; Mc 10,33; Lc18,31).

Pelo que a temática da proposta de Caminhada Diocesana

para os tempos fortes da Quaresma à Páscoa é esta:

Vamos com alegria. Subamos juntos a Jerusalém”.

 

Em todo o caso, fica claro que é sempre em direção a Cristo

e à sua Páscoa gloriosa,

que se dirige a nossa peregrinação.

A Páscoa é a nossa meta.

Na elaboração desta proposta mantivemo-nos fiéis à estrutura da anterior: uma ideia, uma imagem, um sentimento.

 

A ideia está expressa no próprio lema: “Vamos com alegria. Subamos a Jerusalém”. Sugere uma caminhada, uma escalada, uma subida, pessoal, em família, em comunidade, onde vamos sempre juntos, com uma meta muita clara: Jerusalém, o mesmo é dizer, participar na Páscoa de Cristo, para com Ele alcançar a verdadeira alegria pascal.

A imagem, nesta Quaresma do Ano B, da qual se pode de algum modo dizer que é “a mais pascal dos 3 ciclos litúrgicos”, é obviamente a Cruz, com as cinco chagas aí sinalizadas, quais feridas abertas, que se tornam furos de luz, pois são, em Cristo, feridas que curam. No itinerário proposto, pessoas, famílias e comunidades são chamadas a descobrir as suas próprias chagas e a procurar juntos o remédio para a cura.  Uma Cruz destacada no seio da comunidade eclesial deve acolher e recolher estas chagas, para procurar, em estilo sinodal, alguns caminhos de cura. O mesmo se diga da Cruz familiar. É sugerido que esta cruz familiar, adornada com as cinco chagas, possa ser apresentada e venerada na Sexta-Feira Santa e colocada na porta ou portão de casa, como sinal de salvação, por ocasião da visita pascal. A Cruz é o portão da alegria.

O sentimento predominante é, pois, o da alegria pascal, nas suas diversas raízes e matizes (desenvolvidas ao longo dos domingos da Quaresma, Semana Santa e dias do Tríduo Pascal). A nossa alegria cristã brota sempre da fonte do seu coração transbordante, que é a Cruz de Cristo. É sempre a alegria paradoxal da Cruz, a alegria que vem desde a Cruz e depois dela.

São feitas algumas propostas penitenciais-pascais para cada semana. E, no final, elencam-se algumas propostas mais concretas, na perspetiva de que todas as práticas ascéticas tradicionais (e sempre a reinventar, atuais e renovadoras), servem para subir espiritualmente a Jerusalém e aí celebrar com Cristo a Páscoa da Nova e eterna Aliança: a nova Páscoa, de Cristo e da Igreja.

No entanto, não se trata de uma imposição rígida, mas de uma sugestão aberta. Esta é apenas uma proposta inspiradora da criatividade pastoral de cada comunidade ou realidade eclesial, a ser adaptada, com realismo, aos contextos pessoais, familiares, escolares e comunitários concretos.

Esperamos dar um contributo que inspire e provoque, mas não limite, a ação criativa do Espírito Santo, para podermos viver juntos a Quaresma como caminho e iniciação à Páscoa do Senhor.   

 

 

 

Cf. 

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