Liturgia Familiar e bênção da mesa | 25.09.2022
Destaque

Um pobre chamado Lázaro

e um rico que nem nome tem.

Ambos chegaram ao fim da vida degradados:

um pela miséria, outro pela riqueza.

Degradado o rico, que por tanto ter,

perdeu a riqueza do seu ser.

Nem Lázaro se salvou por não ter nada,

nem o rico se condenou por ter muito.

 

O problema do dinheiro e da riqueza

é uma questão com raízes no coração do Homem.

coração. Para não asfixiar nem endurecer.

Aí se joga a liberdade de quem tem para dar ou se cultivam

as raízes da perdição de quem se deixa possuir pelo que tem.

No coração se cava o abismo da distância ou se constrói a ponte da aproximação.

Tal abismo, descrito aqui como desfecho do futuro do homem rico,

um desfecho irreversível, mostra como é hoje e é o homem que decide o seu próprio fim.

É hoje que o homem edifica o seu final feliz ou sem Deus cava a sua própria sepultura.

E o desfecho desastroso da vida futura, sem pontes de diálogo e comunhão, assenta neste tripé:

a tranquila comodidade, a fria indiferença e a total insensibilidade.       

Insensibilidade que nos cega diante da miséria alheia, que faz orelhas moucas diante do grito da pobreza

e que bloqueia o coração não compadecido diante do sofrimento do próximo.

Por isso é uma parábola que diz respeito a todos. Não podemos, hoje, enfiar a cabeça na areia, fingir que não sabemos.

A pobreza está à nossa porta. Lá longe, faz-se perto.

Podemo-la conhecer pelos mass media,

podemo-la acudir com meia dúzia de dígitos no Multibanco.

Cá perto, bate-nos cada dia, cruza-se connosco.

E nós sempre a sofrer de presbitia, isto é, a ver melhor ao longe do que ao perto.

E se não vale nada chorar misérias, com lágrimas de crocodilo,

importa sobretudo agir com  firmeza.

Oposta à comodidade que destrói, contrária à indiferença que mata

e de mãos dadas com a sensibilidade que aproxima,

está a SOLIDARIEDADE.

A nossa crosta impermeável de insensibilidade pode até abafar a voz dos profetas.

O que não pode nunca é calar o grito da miséria.

E se não queremos cavar a própria sepultura,

bom será que não estejamos à espera que alguém ressuscite dos mortos!

Porque é hoje que se decide o futuro!..

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

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