Liturgias Familiares até ao 5.º domingo da Quaresma
Destaque

Apresentamos aqui os vários guiões

para a celebração da Liturgia familiar,

desde a 4.ª feira de Cinzas, início da quaresma,

até ao 5.º Domingo da Quaresma.

Oportunamente serão disponibillizadas

as propostas de liturgia familiar

para os vários dias da Semana Santa.

Um trabalho dos Secretariados Diocesanos

da Catequese, Família e Litiurgia,

Oração em família

1. O valor da vida e o amor ao próximo continua a impor-nos o sacrifício da assembleia do Dia do Senhor com a participação presencial e a comunhão sacramental na Eucaristia e não só. Não sabemos até quando durará este jejum.

2. Esperando que, com a melhoria geral das condições de saúde, esta privação possa terminar o quanto antes, não esquecemos, contudo, que cada família é «Igreja doméstica» e cada lar cristão, comunidade de vida e de amor, é lugar sagrado onde se recebe e se dá a bênção, onde o diálogo se abre à oração e a caridade é o fogo do Espírito que alimenta a doação e acolhimento mútuos, essência do sacrifício espiritual que todos os batizados devem oferecer ao Pai, por Cristo Redentor, na unidade do Espírito Santo.

3. A oração pessoal e familiar não é nem pode ser um «extra» para compensar a privação do culto público e comunitário, em tempos de exceção. Deve ser o normal de qualquer batizado e de qualquer família cristã, com os seus tempos, ritmos, rotinas e festas. Não substitui nem supre a participação nos tempos, ritmos e festas da comunidade cristã alargada. Nem estas a dispensam.

4. Estas propostas de oração são uma simples oferta de materiais para ajudar as nossas famílias a viverem este tempo de salvação, que é a Quaresma, em sintonia orante com toda a Igreja. Cada família usará estes subsídios com plena liberdade, integrando-os na sua própria caminhada em harmonia com o seu jeito de rezar, aprendido dos pais e dos avós. Cada família, portanto poderá adaptar o esquema conforme as necessidades. A oração pode ser guiada umas vezes pela mãe e outras pelo pai (G). As respostas dos presentes são sinalizadas com a sigla R. Quem vive só adaptará o esquema à sua situação.

5. Convém escolher na casa um espaço adequado para e rezar juntos com dignidade e recolhimento. Onde for possível, prepare-se um pequeno «recanto da oração» (cf. Catecismo da Igreja Católica, 2691) ou, pelo menos, um canto da casa onde neste tempo de Quaresma, se coloca a Bíblia aberta, uma cruz e, se possível, uma vela num castiçal ou uma candeia. Sugere-se também a colocação de uma arca – que pode ser feita pelos mais novos, de matérias recicladas – de onde se retirará o tesouro familiar de cada semana e onde se pode ir depositando o fruto das privações voluntárias a transformar em oferta de amor ao próximo.

6. A oração pode também fazer-se reunindo a família em redor da mesa da refeição, porventura já posta para o repasto familiar, ou adornada com uma toalha, uma bíblia e uma vela.

7. O dia a privilegiar para a oração comum familiar é o Domingo. Mas em todos os dias pode e deve haver algum momento de oração. Na Quaresma recomendamos, por tradição, as quartas e sextas-feiras. Permitimo-nos sugerir a oração do terço ou de algum dos mistérios do Rosário; a oração da Via Sacra ou, pelo menos, de algumas estações; alguma oração devota a São José, particularmente neste ano que lhe é dedicado, etc.

8. As sextas-feiras da Quaresma, memória semanal da Paixão de Cristo, devem ser vividas com espírito de penitência. O jejum que mais agrada a Deus é o dos vícios e o de tudo o que diminui a liberdade das pessoas. Cada família dialogará as renúncias e privações voluntárias a fazer em comum ou em particular por cada membro, tendo em conta a saúde, idade e ocupação de cada qual. Deverá também dialogar sobre a finalidade caritativa a dar ao fruto dessas renúncias: contributo penitencial para os fins divulgados pelo Bispo diocesano, apoio a alguma causa ou instituição de solidariedade, ajuda concreta em situações mais próximas, etc.

 

 

 

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