É uma grande figura e o melhor da nossa “seleção nacional” e da Igreja em Portugal: Santo António, justamente chamado o Santo de todo o mundo. Nos 70 anos da proclamação de Santo António, como Doutor da Igreja e em pleno Ano da Misericórdia, deixemo-nos inspirar por este homem, cuja vida, na pregação e nas obras, foi «sal da terra e luz do mundo», que continua a ajudar-nos a ser cristãos, cidadãos do mundo e membros da Igreja, a que Santo António chamava «cidade de Deus». 

Não é só o «Ano» que é da «Misericórdia»! Também São Lucas, que nos revela o rosto de Jesus, ao longo deste ano litúrgico, é o evangelista da misericórdia. O Evangelho deste domingo põe em cena duas figuras, à volta de Jesus, o rosto da misericórdia do Pai. E talvez tenhamos de nos pôr no lugar de uma delas: ou no posto importante do fariseu, que se julga bom e, por isso, julga mal os outros, ou no lugar humilde da mulher pecadora, que se confia e entrega à misericórdia do Senhor! 

E não param as obras… de misericórdia! Jesus irrompe no cortejo dos que se ocupam de sepultar os mortos e dedica-Se a consolar aquela triste viúva, que acaba de perder o seu filho único, e, portanto, todo o seu viver. 

Na Eucaristia, não somos nós apenas que recebemos Cristo, mas é também Cristo que nos recebe a nós! E tal como o centurião, de que nos fala o Evangelho deste domingo, também nós nos sentimos indignos desta proximidade e desta amizade do Senhor, para connosco.

Dai-lhes vós de comer”! Em pleno Ano Jubilar, esta Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, vem recordar-nos a Eucaristia, como escola autêntica de misericórdia, que atualiza a compaixão de Deus, por cada um dos Seus filhos, a começar pelos mais pobres. 

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